Região

Apucarana participa do Programa Nascer no Paraná: Direito a Vida

Da Redação ·

A coordenadora da Escola da Gestante, enfermeira Maria Neusa Souza de Oliveira e a coordenadora técnica, enfermeira Maria Aparecida Neves, participam na próxima segunda-feira (29/06), a partir das 09 horas, em Londrina, do lançamento regional do Programa Nascer no Paraná: Direito a Vida. O evento que será realizado no Auditório Dr. Nely Lopes Casalli, na UNOPAR, deverá contar com a presença do secretário de Estado da Saúde, Dr. Gilberto Martin.

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Criado com o objetivo de reduzir a mortalidade materna e infantil em todo o Estado, o Programa irá beneficiar as regionais de Apucarana e Londrina. Para a cidade é gratificante poder participar de mais um programa do Governo do Estado do Paraná. O programa vem somar ao trabalho que já desenvolvemos na Escola da Gestante e no Centro Infantil Sonhos de Criança, destaca Maria Neusa. Ela lembra que Apucarana também contará com a Clínica da Mulher e da Criança. Temos uma unidade liberada e em breve estaremos com os serviços funcionando a disposição da nossa comunidade, reforça.

O que é - O Programa Nascer no Paraná: Direito à Vida, veio para mudar a realidade das gestantes e de seus filhos no Paraná. O objetivo é reduzir o índice de mortalidade materno-infantil para menos de 10. O símbolo do programa é a Gralha Azul. Ela foi escolhida como ícone. A ave, símbolo do Paraná, ao espalhar o pinhão faz nascer novos pinheiros. Segundo o secretário de Saúde do Estado do Paraná, Dr. Gilberto Martin, o programa Nascer no Paraná: Direito à Vida soma as ações que já estavam sendo realizada com a implementação de outros seis passos.

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Atualmente o Estado tem dois programas para gestantes já implantados: o programa do Pré-Natal e Nascimento e o programa Gestação de Alto Risco, com 44 hospitais de referência. O novo programa será mais amplo, envolvendo, além da infra-estrutura hospitalar e de recursos humanos, a implantação de mais de 300 clínicas da Mulher e da Criança, ações no período pré-natal e cuidados até um ano de vida da criança.

O projeto irá atender as mulheres mais jovens, de classe econômica e social menos favorecidas. No entanto, o programa não é restrito a estas jovens, uma vez que muitas mulheres, por questões financeiras, não consultam ginecologistas e obstetras.

Seis passos - Para que haja sucesso na implantação do programa, foram instituídos seis passos. O primeiro passo será implantar os comitês municipais de mobilização pela redução da mortalidade materna e infantil, instituindo-os com representações das diversas áreas da sociedade civil organizada e instituições ligadas à área de saúde. Os comitês vão servir de acompanhamento, monitorando os índices mortalidade em cada município.

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O segundo passo será ampliar o sistema de busca ativa e cadastramento de gestantes, com a capacitação dos agentes comunitários de saúde. Este processo de captação precoce da gestante deverá envolver o comitê já instituído. O terceiro será a garantia de assistência pré-natal a todas as gestantes cadastradas. Para isso o Estado irá cadastrar todas as unidades de saúde que realizam o pré-natal e que aderirem ao programa. As clínicas da mulher e da criança serão transformadas em unidades de pré-natal, para que o acompanhamento seja efetivo.

O quarto passo será garantir uma maternidade de referência para cada parto. Os hospitais estão sendo cadastrados e será estabelecida na última consulta do pré-natal onde aquele parto será realizado. O quinto passo será implantar a vigilância do recém-nascido, criando uma equipe para o monitoramento dos nascimentos nos municípios que aderirem ao programa, garantindo ainda no ambiente hospitalar o agendamento da primeira consulta ambulatorial do recém-nascido na unidade de saúde de referência.

O sexto e último passo será cadastrar e vincular a uma unidade de saúde todos os recém-nascidos do Paraná, para garantir o acompanhamento da criança no primeiro ano de vida. Com a priorização do aten