Região

Campanha contra febre aftosa começa com nova metodologia no PR

Da Redação ·
O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, lançou oficialmente, nesta quinta-feira (30), a campanha estadual de vacinação contra febre aftosa de 2009. O lançamento foi feito em Maringá, na fazenda do Centro de Ensino Superior de Maringá - Cezumar. Depois de 40 anos de campanhas ininterruptas contra a doença, este ano foi introduzida nova metodologia, que vai vacinar animais somente até os 24 meses.
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A expectativa é vacinar cerca de 5 milhões de cabeças de todo o rebanho de bovinos e bubalinos do Paraná, avaliado em aproximadamente 10 milhões de cabeças. A campanha começa nesta sexta-feira (1.º) até 31 de maio. Os novos procedimentos têm como objetivo o estado atingir o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação. Segundo Bianchini, a expectativa para atingir esse reconhecimento é 2010. Antes disso, o Paraná precisa cumprir tarefas e investimentos que já foram iniciados. Entre elas, o governo do Estado autorizou a contratação de cerca de 300 técnicos para atuar nas barreiras interestaduais. O Estado repassou cerca de 28 postos de fiscalização, que antes eram ocupados pela Receita Estadual para o Departamento de Fiscalização e da Defesa Agropecuária (Defis) da Secretaria da Agricultura. Também é feito monitoramento on-line de toda a movimentação de animais no Estado e também do trânsito de animais e produtos oriundos de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraguai.
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IMUNIDADE - Segundo Bianchini, todo o controle sobre a sanidade dos animais no Paraná está sendo feito com muita segurança e o apoio do Ministério da Agricultura e das lideranças dos produtores. Neste etapa, a liberação dos animais adultos acima de 24 meses do ato de vacinação é porque os técnicos consideram que acima de quatro vacinações consecutivas, os animais conseguem imunidade por pelo menos um ano. Na segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa, prevista para novembro, todos os animais, independentes de idade, voltam a ser vacinados. A Secretaria também alerta os pecuaristas sobre a importância da confirmação da vacina e da existência do rebanho que também deve ser feito junto às unidades veterinárias até 31 de maio. Mesmo os animais não vacinados devem ter sua existência confirmada junto às UEs, explicou o chefe da Divisão de Sanidade Animal (DAS), Marco Antonio Teixeira Pinto. Todo esse investimento do governo do Estado, em parceira com a iniciativa privada, está sendo feito para valorizar a pecuária animal do Estado e com isso conseguir mais valor e competitividade no mercado internacional, justificou Bianchini.
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MARCO - Junto com o reitor da Cezumar, Wilson de Matos Silva, o vice-reitor professor Cláudio Ferndinandi e o chefe do Núcleo Regional da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento de Maringá, Renato Machado Cardoso, Bianchini iniciou a vacinação dos animais da Cezumar. A fazenda da universidade foi escolhida para o lançamento oficial da campanha de vacinação, porque é sede de um centro de biotecnologia que trabalha com melhoramento genético a partir de transferência de embriões. A escolha da fazenda Cezumar deve-se também ao fato do local ter sido palco de sacrifício de animais em 2006, quando aconteceram as suspeitas de febre aftosa no Paraná. Foram sacrificados 30% do rebanho, na época 168 animais foram mortos. Segundo Bianchini, a recuperação da fazenda da Cezumar é uma demonstração dos avanços em sanidade animal ocorridos desde aquele período. De acordo com Matos Silva, esse ato desagradável já passou mas fica a lição para todos os pecuaristas que a precaução é muito importante e todos os animais devem ser vacinados. As consequências da aftosa são terríveis para todos os animais porque o mundo dos negócios não perdoa e por isso precisamos tomar todas as precauções, afirmou. O reitor atribuiu o sacrifício dos animais a um excesso de precaução porque foram feitos exames posteriores