Região

IAP e Ministério Público assinam convênio para recuperar áreas degradadas em Londrina

Da Redação ·

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ministério Público Estadual e sociedade civil organizada assinaram nesta sexta-feira (03), em Londrina, um termo de cooperação que implementa o "Programa de Recuperação da Mata Ciliar e Reserva Legal". A meta principal do programa é plantar nos próximos cinco anos, um milhão de árvores em áreas de preservação permanente e reserva legal.A prioridade do programa é a recuperação de mata ciliar dos principais ribeirões de Londrina e região, entre eles: Ribeirão dos Apertados, Jacutinga, Lindóia, Águas das Pedras, Cambezinho, Esperança e Três Bocas. Além da recomposição de 1651 quilômetros quadrados de áreas de reserva legal, que sofrem a falta de cumprimento dos passivos ambientais.O programa prevê o investimento R$300 mil até a conclusão do plantio. Os recursos são oriundos de uma medida compensatória do Grupo Sonae, que foi revertida pelo IAP, para a implantação do programa. O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, explica que programa dará continuidade aos projetos já desenvolvidos pelo órgão na cidade. "Este trabalho é fruto de uma parceria entre governo municipal e estadual, sociedade civil e o Ministério Público. O Programa Mata Ciliar, que já plantou 94 milhões de árvores, é resultado de parcerias e continuaremos trabalhando desta forma", disse Rasca.Do total de um milhão de árvores, 40 mil mudas serão subsidiadas pelo programa, já 960 mil mudas serão de responsabilidade dos proprietários particulares, que terão que recuperar cerca de 20% das suas terras - pelo que determina o Código Florestal. "A finalidade é estimular o respeito às leis ambientais, queremos que elas sejam cumpridas", esclareceu Solange Vicentin, promotora de justiça do Ministério Público Estadual.Ao todo são 19 entidades envolvidas, entre elas, a ONG Meio Ambiente Equilibrado, uma das representantes da sociedade civil. "Entendemos que o programa é fundamental para a melhoria do solo, dos corpos hídricos, enfim, da qualidade de vida como um todo. É um grande avanço para o município de Londrina", classificou, Carlos Alberto Hirata, chefe-regional do IAP em LondrinaParticipação - Além do IAP e do Ministério Público Estadual, também assinaram o termo: Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Suderhsa, Policia Ambiental Força Verde, Emater, Sanepar, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Universidade do Norte do Paraná, Universidade Estadual de Londrina, ONG Patrulha das Águas, ONG Meio Ambiente Equilibrado, ONG Tudo Verde, Laboratório de Restauração de Ecossistemas, Sindicato Patronal dos Agricultores, Colégio Estadual Olímpia Tormenta, Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Londrina e o Conselho Municipal de Meio Ambiente.

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