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União Brasil coloca aliado de Pacheco no comando em MG e dá espaço para candidato de Lula

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O deputado federal Rodrigo de Castro assumirá o comando do União Brasil em Minas Gerais, movimento que abre as portas para a filiação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao partido. Nos bastidores, aliados do senador dão a mudança de partido como certa e afirmam que a costura foi apadrinhada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A troca no comando do União foi comunicada pelo presidente nacional, Antonio Rueda, a integrantes do partido no Estado. A informação foi publicada pelo site O Fator e confirmada pelo Estadão. O presidente anterior era o deputado federal Marcelo Freitas (União-MG), mais alinhado com pautas bolsonaristas.

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Como mostrou o Estadão/Broadcast sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, Pacheco já tinha decidido que deixaria o PSD e aguardava uma sinalização concreta do União Brasil ou do MDB, outro possível destino.

Pacheco é o nome preferido de Lula (PT) para ser candidato a governador e o palanque do presidente no Estado, mas até o momento demonstra resistência em disputar a eleição. Integrantes do PT em Minas admitem que, sem Pacheco, há falta de nomes competitivos para uma aliança com Lula no Estado. Uma alternativa é o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT).

A mudança no comando do União Brasil foi lida nos bastidores da política mineira como um sinal de que Pacheco pode mudar de ideia e topar a candidatura.

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Aliados dele, no entanto, pregam cautela. A leitura é que não havia como Pacheco tomar uma decisão antes de ter um partido para concorrer. Com esse obstáculo superado, a avaliação agora passa a ser sobre a viabilidade eleitoral da candidatura.

Pacheco também trabalha para emplacar o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, como presidente da federação União Brasil-PP em Minas Gerais. Damião é aliado de primeira hora do ex-presidente do Senado e foi indicado pelo próprio Pacheco para a chapa que venceu a eleição municipal de 2024.

Se bem-sucedida, a articulação atrapalhará os planos do vice-governador, Mateus Simões (PSD). Candidato de Romeu Zema (Novo), Simões contava com o apoio da federação União Brasil-PP à sua candidatura. O PP em Minas é controlado pelo secretário de Governo de Zema, Marcelo Aro.

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A expectativa é que uma vez confirmada a filiação de Pacheco um grupo de prefeitos aliados do senador faça o mesmo. O ex-presidente do Senado manteve influência no partido nos últimos anos pois até 2021 era o principal nome do DEM mineiro, sigla que se fundiu com o PSL para formar o União Brasil.

Um exemplo disso é que foi Pacheco que articulou a indicação de Damião como vice na chapa do então prefeito Fuad Noman na eleição municipal de Belo Horizonte em 2024. Damião assumiu o Executivo belo-horizontino após a morte de Noman no ano passado.

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