Trend do 'Empire State' vira palco de embate entre Greca, Ratinho Jr. e Moro pelo Palácio Iguaçu
Pré-candidatos trocam mensagens sobre vices, sucessão e o poder do voto; nos bastidores, ação judicial tenta barrar pesquisa registrada

A corrida de bastidores para a sucessão ao Governo do Paraná em 2026 ganhou um novo capítulo nas redes sociais nesta sexta-feira (3), com potenciais candidatos trocando indiretas por meio de um meme viral. Em um intervalo de poucas horas, o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB), o governador Ratinho Junior (PSD) e o senador Sergio Moro (PL) aderiram à mesma tendência da internet — inspirada no casal que escalou o topo do Empire State Building, nos Estados Unidos. Cada um publicou uma montagem segurando uma bandeira com mensagens estratégicas sobre o cenário eleitoral e o Palácio Iguaçu.
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O primeiro a entrar na brincadeira foi Rafael Greca, que compartilhou uma imagem com a frase “Não vou ser vice de ninguém”, uma reação direta às recentes especulações sobre uma eventual composição de chapa para a disputa estadual. Cerca de uma hora depois, Ratinho Junior rebateu indiretamente ao publicar sua versão com a mensagem “Meu único pré-candidato ao Governo do Estado é o Sandro Alex”, reforçando publicamente seu apoio ao atual secretário de Infraestrutura e Logística para a sua sucessão. Na sequência, Sergio Moro entrou na tendência e postou uma imagem com os dizeres “No Paraná, quem decide é o povo”, o que foi amplamente interpretado nos bastidores políticos como uma resposta à postura do atual governador.
A intensa movimentação digital ocorreu no mesmo dia em que uma representação foi protocolada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) pedindo a suspensão de uma pesquisa eleitoral do instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas Ltda., registrada sob o número PR-09668/2026. A ação judicial questiona a coerência do levantamento, apontando que a pergunta nove apresenta Rafael Greca como o candidato apoiado por Ratinho Junior, enquanto a pergunta dez vincula o apoio do governador a outro nome. De acordo com os autores do pedido, essa divergência induz os entrevistados ao erro e compromete a credibilidade dos resultados. O episódio reflete como a disputa pelo governo paranaense migrou definitivamente para as redes sociais, transformando memes e tendências em ferramentas de marketing e recados políticos diretos.
