Política

Tasso e Leite formalizam aliança e tentam atrair FHC

Da Redação ·

Ex-presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE) formalizou nesta terça, 28, seu apoio ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, nas prévias presidenciais do partido. Tasso retirou sua candidatura da disputa tucana e, agora, tenta atrair o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para o governador gaúcho. FHC já anunciou publicamente seu apoio ao governador de São Paulo, João Doria, mas Tasso e Leite vão visitar o ex-presidente nesta quarta, 29, para tentar reverter o voto.

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"Desde o começo desse partido, FHC vota comigo e eu voto com ele. Agora, não vai ser diferente", afirmou Tasso. "Faremos uma visita amanhã (hoje) ao presidente FHC em São Paulo. Sei que, no mínimo, ele está torcendo pela nossa caminhada", declarou o senador.

A aliança entre Leite e Tasso já estava sendo desenhada nas últimas semanas. Tasso vinha indicando que preferia apoiar alguma candidatura com quem se sentisse afinado a enfrentar diretamente a busca interna por votos. "Eu vi no Eduardo um dinamismo, uma juventude e uma força de vontade que depois dos 70 anos a gente procura ter, mas não tem mais", disse.

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Para Tasso, o momento político do País exige que o partido se posicione politicamente de maneira muito clara. "O Brasil está numa rota de naufrágio em todos os sentidos. Todos os nossos valores se deterioraram", criticou o senador.

Na cerimônia que sacramentou a aliança com Tasso, Leite reafirmou sua disposição de trabalhar para a criação de uma agenda de transformação do Brasil em vez de manter o clima de divisão e polarização. "A minha candidatura não é um terceiro polo de radicalização", disse o governador gaúcho.

Leite avaliou que, embora as pesquisas indiquem uma polarização da disputa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro, há muito terreno para que uma terceira via possa crescer. "Muito se fala na polarização de votos, mas pouco se fala na polarização de rejeição de Lula e Bolsonaro. Ambos são amplamente rejeitados pela população. E isso abre um caminho imenso para uma nova candidatura." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.