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Tarcísio critica contas de Lula e diz que déficit orçamentário de SP não indica piora fiscal

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou nesta segunda-feira, 31, a condução das contas públicas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que a União acumulou déficits primários nos últimos anos. Segundo ele, o déficit orçamentário das contas paulistas "não significa nada" do ponto de vista fiscal.

"O pessoal fala assim: 'Ah, as contas de São Paulo estão mal'. Eu me admiro: o cara que quebrou o Brasil, porque tem que ter paciência", afirmou Tarcísio, em referência ao candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, durante encontro com empresários do setor de transporte rodoviário de cargas, na sede da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo (Fetcesp), na capital paulista.

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Segundo o governador, o governo Lula operou por três anos consecutivos com déficit primário e deve registrar resultado negativo novamente neste ano. Tarcísio afirmou que, no período, o déficit acumulado chegou a R$ 335 bilhões. Em contraposição, disse que São Paulo acumulou R$ 27 bilhões de superávit primário em três anos.

"Eles gastaram mais do que arrecadaram. ... A gente operou três anos com superávit primário, gastando menos do que a gente arrecada", declarou.

Ao rebater as críticas às contas paulistas, Tarcísio argumentou que o déficit orçamentário, isoladamente, não representa uma deterioração da situação fiscal do Estado. Segundo ele, o resultado pode decorrer da utilização, no exercício seguinte, de recursos que haviam sobrado em caixa no ano anterior.

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"Déficit orçamentário não significa nada do ponto de vista fiscal", afirmou. "O déficit orçamentário que você tem no exercício deriva do superávit financeiro que você tem no exercício anterior."

O governador afirmou ainda que São Paulo mantém superávit primário e apresenta trajetória de redução da dívida em relação à receita corrente líquida. Também citou a poupança corrente, relacionada à capacidade do Estado de realizar investimentos sem recorrer a endividamento, e os indicadores de liquidez, que medem a capacidade de honrar obrigações de curto prazo.

"A nossa dívida está caindo em relação à receita corrente líquida", disse.

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Tarcísio classificou as críticas à situação fiscal paulista como resultado de "desonestidade intelectual" ou "desconhecimento". "A gente tem que ter paciência demais para ouvir a quantidade de besteira que a gente está tomando", declarou.

O governador também voltou a atacar a política econômica do governo federal e afirmou que o Brasil está atualmente com um prêmio de risco semelhante ao observado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Tarcísio ainda demonstrou ceticismo com a possibilidade de a gestão Lula promover um ajuste fiscal.

"Nunca fez ajuste na vida, vai fazer a partir de agora? Não vai", afirmou.

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