STF autoriza volta de Vorcaro a cela ocupada por Bolsonaro dentro da PF
O pedido foi feito pelos advogados de Vorcaro, que relataram insatisfação com as condições da cela comum para onde ele havia sido transferido

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a retornar para uma sala de Estado-Maior na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. O espaço é o mesmo que abrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro após sua prisão no fim de 2025.
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O pedido foi feito pelos advogados de Vorcaro, que relataram insatisfação com as condições da cela comum para onde ele havia sido transferido. A mudança ao espaço transitório havia ocorrido em meio a um impasse nas negociações de sua delação premiada. Com a troca na equipe de defesa, o ministro acolheu a solicitação e restabeleceu o benefício.
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A semana foi marcada por revés significativo para o ex-banqueiro. A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada de Vorcaro por considerá-la "vazia" e frágil. Segundo os investigadores, o empresário não trouxe fatos inéditos. Tudo o que foi relatado já era de conhecimento da PF, que havia descoberto as informações por conta própria, inclusive por meio da perícia nos celulares apreendidos durante a Operação Compliance Zero. Para a PF, aceitar o acordo seria um "atestado de conivência", já que Vorcaro sequer reconhecia os crimes que teria cometido.
Apesar da recusa da PF, a delação não está completamente descartada. A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem autonomia para negociar e aceitar o acordo de forma independente e decidiu manter a análise do material apresentado pela defesa. No entanto, tanto a PGR quanto o gabinete do ministro André Mendonça sinalizaram que, nos termos atuais, a proposta é considerada "muito ruim". Para avançar, a nova defesa de Vorcaro terá que refazer a proposta do zero, admitir culpas e entregar informações de peso acompanhadas de provas concretas.
O advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou o caso logo após a negativa da PF.
