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Ricardo Nunes, sobre possível interferência dos EUA por terrorismo: Que fique muito à vontade

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O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta sexta-feira, 29, que não vê problema em uma eventual interferência dos Estados Unidos contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) no Brasil, após o governo americano classificar oficialmente as duas facções como organizações terroristas. "Que fique muito à vontade", disse.

As declarações foram feitas após almoço empresarial promovido pelo Grupo Lide, em São Paulo (SP). Também participaram do evento o ex-presidente da República Michel Temer (MDB), o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e o vice-governador do Estado, Felício Ramuth (MDB).

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A Secretaria de Estado do governo dos EUA emitiu na quinta-feira, 28, um comunicado em que informa a designação dos grupos criminosos PCC e CV como organizações terroristas globais. No próximo dia 5 de junho, as duas organizações constarão ainda numa segunda lista de organizações terroristas estrangeiras.

A medida foi anunciada à revelia do governo Luiz Inácio Lula da Silva e após pedido expresso e apoio político do pré-candidato de oposição ao Palácio do Planalto e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Apoiado por Nunes à Presidência, Flávio comemorou a decisão. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também elogiou a medida nas redes sociais.

"Se for para interferir, para levar integrantes do PCC e do Comando Vermelho pra cadeia, que fique muito à vontade", disse o prefeito em coletiva de imprensa. "Lamento que o governo federal, ao invés de fazer uma atuação firme com relação a esse tema, tente minimizar colocando na cabeça das pessoas algo que é totalmente incompreensível de dizer sobre soberania."

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O governo Lula rebateu a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos, citou ameaças ao sistema Pix, evocou a defesa da soberania nacional e classificou como "deplorável" o pedido da família Bolsonaro ao governo Donald Trump.

"A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança", diz o comunicado do Planalto.

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