Política

Republicanos se mostram a favor do impeachment de Trump no Congresso

Da Redação ·
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa na Casa Branca antes de embarcar para o Texas na terça-feira (12)
fonte: Gerald Herbert/AP
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa na Casa Branca antes de embarcar para o Texas na terça-feira (12)

Trump deve se tornar nesta quarta o 1º presidente americano a sofrer 2 impeachments. Ao contrário do processo anterior, republicanos estão declarando voto contra seu correligionário.

continua após publicidade

Congressistas republicanos passaram a apoiar o impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na véspera do julgamento na Câmara.

Trump deve se tornar nesta quarta-feira (13) o primeiro presidente americano da história a sofrer dois impeachments. Desta vez, ele é acusado formalmente de incitar à violência que resultou na invasão do Capitólio, sede do Congresso americano, na semana passada.

continua após publicidade

Ao contrário do Brasil, o presidente dos EUA não é afastado do cargo que o processo de impeachment é aprovado na Câmara. Assim, Trump deve permanecer no cargo até a próxima quarta-feira (20), quando Joe Biden será empossado.

No primeiro impeachment, Trump foi condenado pela Câmara mas absolvido pelo Senado (e nenhum deputado republicano e só um senador do partido votou contra o presidente).

Desta vez, já são cinco deputados os que anunciaram que vão votar pelo impeachment — inclusive apoiadores de longa data do presidente

continua após publicidade

Votação no Senado

Nunca um presidente americano teve o impeachment aprovado no Senado.

Antes de Trump, Andrew Johnson e Bill Clinton tiveram seus processos de impeachment aprovados pela Câmara, mas também foram absolvidos pelo Senado e não perderam o cargo. Já Richard Nixon renunciou antes mesmo de o processo ser votado na Câmara.

continua após publicidade

A dúvida é se os senadores republicanos que romperam com Trump conseguirão formar a maioria de dois terços no Senado para destituí-lo. Outra incógnita é se o Congresso pode continuar com o processo mesmo após ele deixar de ser presidente.

Apesar disso, o líder do Partido Republicano afirmou a interlocutores que está satisfeito que os democratas estão tentando tirá-lo do cargo e que o presidente cometeu crimes passíveis de impeachment, segundo o jornal "The New York Times".

continua após publicidade

Mitch McConnell, senador pelo Kentucky que apoiava Trump, condenou a invasão ao Capitólio que resultou em cinco mortes e disse reservadamente que, com o impeachment, será mais fácil expulsar Trump do partido.

Dissidência na Câmara

Entre os congressistas que anunciaram voto contra Trump estão:

continua após publicidade

Liz Cheney, deputada por Wyoming: terceira republicana da Câmara, afirmou na noite de terça que votaria pelo impeachment pelo papel que o presidente teve na "morte e destruição no espaço mais sagrado de nossa República";

John Katko, deputado por Nova York: ex-promotor federal, foi o primeiro republicano a anunciar publicamente que apoiaria o impeachment;

Adam Kinzinger, deputado por Illinois: crítico frequente de Trump, afirmou que o presidente americano "encorajou uma multidão enfurecida a invadir o Capitólio dos Estados Unidos";

continua após publicidade

Fred Upton, deputado pelo Michigan: disse em comunicado que votaria pelo impeachment após o Trump “não expressar arrependimento” pelo que aconteceu no Capitólio;

Jaime Herrera Beutler, deputada pelo estado de Washington: disse que votaria pelo impeachment por acreditar que o presidente violou seu juramento: "Vejo que meu próprio partido será melhor atendido quando aqueles entre nós escolherem a verdade".

Biden não toma posição

 

 O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa na Casa Branca antes de embarcar para o Texas na terça-feira (12)  fonte: Gerald Herbert/AP
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa na Casa Branca antes de embarcar para o Texas na terça-feira (12)

Ao contrário dos congressistas democratas -- como a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o líder do partido no Senado, Chuck Schumer --, o presidente eleito dos EUA, Joe Biden, se recusou a endossar o processo de impeachment e deixou a decisão a cargo do Congresso.

O futuro presidente não quer inflamar os ânimos entre os republicanos e agregá-los novamente em torno de Trump, em um momento em que o presidente e seu partido estão enfraquecidos. Ele também foge do desgaste político, da paralisia legislativa e de um desvio de rota de sua agenda no Congresso.

Para Biden, o ideal seria que o processo de impeachment sofresse uma pausa no Senado. Assim, não poria em risco os planos para combater a pandemia do novo coronavírus e seus reflexos na economia americana.

Por; G1 Notícias