Pré-candidato a deputado federal Lucas Barone critica ‘abuso de poder’ do STF
Natural de Paranavaí, ele defende maior transparência nos gastos dos ministros da Suprema Corte e o fim das transmissões das audiências judiciais
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O pré-candidato a deputado federal pelo Partido Social Democrático (PSD), Lucas Barone, aponta a necessidade de impor limites ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a busca pelo reequilíbrio institucional como as principais bandeiras de sua plataforma política. Em entrevista ao TNOnline, o político detalhou suas expectativas para o pleito deste ano e defendeu novas regras para o Judiciário, visando restabelecer o diálogo com os poderes Executivo e Legislativo. Para ele, é fundamental que o país repense o papel de suas instituições.cutivo e Legislativo. Para o pré-candidato, é fundamental que o país repense seus limites institucionais.
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"Acho que um dos grandes problemas do nosso país hoje é esse abuso, de certa forma, do poder do nosso Supremo Tribunal Federal. É claro que a gente entende e respeita muito a autonomia dos poderes, só que eu entendo que deveria existir um diálogo. O Congresso Nacional, representado pela Câmara Federal e pelo Senado, deveriam ser ouvidos. O STF deveria dar uma abertura de uma boa relação, tanto com o poder executivo quanto com o poder legislativo. E nós precisamos impor algumas regras. Maior transparência nos gastos dos nossos ministros da Suprema Corte e fim das transmissões das audiências, por exemplo”, afirmou.

Outras pautas defendidas por ele são a descentralização do custeio da saúde pública e o planejamento voltado para a terceira idade. O pré-candidato alerta para a atual sobrecarga financeira das prefeituras, que acabam extrapolando seus orçamentos na área da saúde devido à falta de debate e de participação efetiva por parte do governo federal. Além disso, ele aponta para a urgência de preparar o país para o envelhecimento populacional a médio e longo prazo, ressaltando que, no futuro, a atual infraestrutura de creches precisará ser adaptada para funcionar como centros de atendimento e convivência para idosos.
Barone tem 36 anos e é natural de Paranavaí, no noroeste do estado, onde atuou como vereador. Iniciou sua trajetória aos 18 anos, no atendimento a famílias em vulnerabilidade, passando pela gerência da Agência do Trabalhador e pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Posteriormente, foi eleito vereador e também atuou prestando suporte a municípios pela Assembleia Legislativa do Paraná. Ele acredita que esse contato direto com as bases e com a formulação de leis locais o prepara para contribuir ativamente no Congresso Nacional. "E eu entendo que essa experiência minha como vereador me ensinou a ser um construtor, a ser alguém que soma, não alguém que divide. Eu acho que o Brasil está precisando de gente que soma com o que o nosso povo precisa, mais metodologia de trabalho, mais resultado e menos ideologia", ressaltou acrescentando que lançou pré-candidatura a convite do governador Ratinho Junior (PSD).
Ao analisar o cenário da corrida eleitoral para o Governo do Paraná, o político comentou as pesquisas de intenção de voto, que mostram a liderança do pré-candidato Sérgio Moro (PL), e expressou forte expectativa de reviravolta em favor da base governista com o andamento da campanha do pré-candidato Sandro Alex (PSD). Para Barone, uma parcela majoritária dos eleitores ainda não decidiu o voto, e a população deverá escolher pela continuidade dos investimentos em infraestrutura e da boa fase econômica estadual conquistadas na gestão de Ratinho Junior (PSD). "O Paraná, na minha opinião, vive o melhor momento do nosso estado, economia extremamente estável, uma gestão fiscal absurda", avaliou o pré-candidato.
Sobre a conjuntura nacional, Barone se apresenta em um espectro ideológico bem definido, mas faz duras críticas ao extremismo político e à paralisia governamental gerada por disputas radicais. Ele argumenta que o embate destrutivo impede que a União debata pautas estruturais urgentes, como o custeio da saúde pública prestada nos municípios e os impactos do envelhecimento populacional na previdência. "A nível federal, eu me preocupo muito com esse debate, com essa polarização, e é óbvio que eu me manifesto, sou centro-direita, sou conservador, sou cristão, mas eu entendo que com essa polarização extrema, sem que tenha um debate metodológico de um país melhor, o Brasil perde muito", concluiu.
