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    Partidos formam oposição 'à direita' na capital paulista

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 25.12.2020, 07:00:00 Editado em 29.12.2020, 09:42:19
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    O partido Novo e os representantes do Movimento Brasil Livre (MBL) eleitos pelo Patriota e pelo Podemos costuraram uma aliança na Câmara Municipal de São Paulo para criar um bloco único de direita. O objetivo é obter mais espaço nas comissões temáticas da Casa e uma vaga fixa na Mesa Diretora do Legislativo paulistano. A frente de direita terá oito vereadores, o mesmo número de parlamentares dos maiores partidos da Casa (PT e PSDB).

    As negociações se deram em termos que garantissem ao Podemos a liberdade para permanecer governista - a legenda pleiteia cargos na administração Bruno Covas (PSDB) e fez parte da coligação de dez partidos que reelegeu o prefeito.

    O Novo, que chegou a declarar apoio a Covas no segundo turno, e o Patriota, que se limitou a declarar voto contrário ao adversário do tucano (Guilherme Boulos, do PSOL), devem ficar fora da composição do governo. Em função disso, a expectativa, entre os vereadores, é a de que façam oposição à direita a Covas, que se diz de centro.

    É a primeira vez que um bloco abertamente à direita é constituído na Câmara para atuar em conjunto. Com os oito assentos, o grupo deve indicar Fernando Holiday (Patriota) para ocupar a segunda secretaria da Mesa Diretora, que tem atribuição de zelar pela parte administrativa da Casa (como licitações e a administração do Palácio Anchieta, sede da Câmara).

    Sem a costura, Novo (dois vereadores), Patriota (três) e Podemos (três) teriam assento garantido apenas no Colégio de Líderes, órgão que faz reunião semanal para discutir a pauta das votações. Como bloco unido, eles têm representatividade para indicar integrantes para as comissões de Constituição e Justiça e Finanças, as mais importantes, além das cinco comissões parlamentares de inquérito (CPIs) que podem ser mantidas ao longo de cada ano.

    A bancada deve se concentrar em tentar influenciar discussões de projetos como a revisão do Plano Diretor, programada para 2021, desestatizações e um plano plurianual. A eleição da Mesa Diretora ocorre no mesmo dia da posse, em 1º de janeiro.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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