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Nunes: Traição é forte para descrever demissão de Marta, mas justificativa 'não cola'

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quarta-feira, 10, que a demissão da secretária municipal de Relações Institucionais, Marta Suplicy, é página virada e que o fato não abala a sua admiração por ela. Ele disse também que não classifica como "traição" a decisão da ex-prefeita da capital de deixar a sua gestão para ser candidata a vice numa chapa encabeçada pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) na disputa pela Prefeitura neste ano.

A declaração marcou a primeira manifestação pública do prefeito após a demissão de Marta. Em coletiva de imprensa, Nunes disse que a ex-secretária confirmou que aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para formar uma chapa com o pré-candidato psolista. O acordo ainda envolve a volta de Marta ao PT, sigla da qual se desfiliou de maneira pouco amigável em abril de 2015. A ação foi considerada uma traição por aliados do prefeito, mas ele rejeita esse rótulo.

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"Não, essa palavra (traição) é muito forte. Não atribuiria uma palavra dessa à prefeita Marta. Ela tem seu trabalho, tem sua história. Acho que foi desencontrado, evidentemente. Não preciso nem falar, vocês acompanharam. Os fatos estão aí. Fato é fato, aí é da avaliação de cada um", declarou o prefeito após ser questionado sobre o assunto. Apesar do tom apaziguador, ele disse que a justificativa dada por Marta para deixar a Prefeitura não se sustenta.

A busca de Nunes pelo apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi usada pela ex-secretária como pretexto para deixar a gestão emedebista. Marta argumentou que não poderia estar no mesmo palanque que o bolsonarismo por uma questão de coerência. O prefeito alegou, porém, que nunca escondeu da ex-prefeita que quer o apoio de Bolsonaro nas eleições municipais. "(Ela) conversou com o Lula e mudou (de opinião). Por que antes não? Me desculpa, mas isso não cola", disse.

Marta se filiou ao PT em 1981, um ano após a fundação do partido, e permaneceu nas fileiras da legenda por 33 anos. Pela sigla, foi deputada federal (1995 - 1999); prefeita da capital paulista (2001 - 2005); senadora (2011 - 2015); ministra do Turismo no segundo governo Lula (2007 - 2008) e ministra da Cultura no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (2012 - 2014). Após deixar a sigla, ela votou a favor do impeachment de Dilma.

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Atualmente sem partido, o provável retorno de Marta ao PT para ocupar a vice na chapa de Boulos já gera desavenças entre petistas. Lula é um dos principais entusiastas à volta da ex-prefeita, porém uma ala do partido é contra a ideia, acusando Marta de traição por conta de seu voto a favor do impeachment de Dilma em 2016. Procurada, Marta não foi encontrada para se manifestar.

O dirigente nacional do PT Valter Pomar publicou um artigo nesta terça-feira, 9, sugerindo que o possível retorno de Marta ao PT seja decidido em votação no Diretório Nacional do partido. "Votarei contra. O motivo principal é: senadora eleita pelo PT, Marta traiu seu eleitorado e seu partido, votando a favor do golpe contra Dilma. Desconheço que ela tenha feito alguma autocrítica a respeito. E, em qualquer caso, não vejo porque trazer de volta para casa quem praticou tamanha violência".

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