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Nome 'Ungido' por Bolsonaro será competitivo em 2026, diz Tarcísio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), disse que o candidato que Jair Bolsonaro (PL) escolher para apoiar - que for "ungido" pelo ex-presidente, conforme afirmou - será competitivo na eleição de 2026. Tarcísio é considerado o pr

Karina Ferreira e Pedro Augusto Figueiredo, enviado especial (via Agência Estado)

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Escrito por Karina Ferreira e Pedro Augusto Figueiredo, enviado especial (via Agência Estado)
Publicado em 29.02.2024, 21:34:00 Editado em 29.02.2024, 21:37:42
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), disse que o candidato que Jair Bolsonaro (PL) escolher para apoiar - que for "ungido" pelo ex-presidente, conforme afirmou - será competitivo na eleição de 2026. Tarcísio é considerado o principal herdeiro do capital político de Bolsonaro, que está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030.

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O governador afirmou, em entrevista publicada ontem pela Bloomberg News, que o ex-presidente é uma "liderança incontestável", que possui uma capacidade de mobilização que hoje ninguém no Brasil possui, "nem o próprio presidente da República".

Para Tarcísio, Luiz Inácio Lula da Silva tem "um perfil superado". "Ele não traz nada de novo e eu atribuo a eleição dele muito mais aos erros que foram cometidos pelo nosso campo do que propriamente pelos méritos dele ou pelo projeto dele", opinou. O governador avalia que a competitividade do petista em 2026 vai depender do desempenho da economia brasileira.

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'Sempre'

No início do mês, Tarcísio foi elogiado por Lula durante um evento com o presidente, marcado por vaias ao governador. Apesar de manter uma relação amistosa com o Palácio do Planalto, Tarcísio se diz fiel a Bolsonaro. "Eu estive com ele, vou estar com ele, vou estar sempre com ele."

No ano passado, a relação entre os aliados ficou estremecida por causa de atitudes do governador - seu apoio à reforma tributária foi bastante criticada por Bolsonaro. O ex-presidente afirmou, em novembro, que Tarcísio "dá suas escorregadas" politicamente.

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No domingo passado, 25, o governador paulista foi o mais destacado aliado de Bolsonaro no ato realizado na Avenida Paulista, que reuniu milhares de apoiadores, além de parlamentares e outros aliados próximos ao ex-presidente. O evento foi convocado por Bolsonaro após ele se tornar alvo da operação da Polícia Federal Tempus Veritatis, que investiga suspeita de organização criminosa em tentativa de golpe de Estado e abolição do estado democrático de direito.

Na ocasião, o governador fez elogios a Bolsonaro, seu padrinho político, afirmando que ele "não é mais um CPF, não é mais uma pessoa", mas "um movimento". Tarcísio também hospedou o ex-presidente no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo e residência oficial, em mais um movimento para se manter associado ao aliado político. Apesar de ser apontado como favorito entre os possíveis "herdeiros" nesse cenário, Tarcísio disse que seu "foco está em São Paulo".

Cosud

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O chefe do Executivo paulista participa nesta sexta, 1º, em Porto Alegre, da 10.ª edição do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), que reúne outros governadores de direita que aspiram herdar o legado político de Bolsonaro. Ontem, o governador de Minas, Romeu Zema (Novo-MG), voltou a pedir uma reunião com o presidente Lula para discutir a repactuação do acordo de Mariana (MG), onde uma barragem se rompeu em 2015, e a proposta de acordo para a renegociação da dívida do Estado com a União. O governador já havia solicitado uma reunião no dia 31 de janeiro.

Ausentes

Zema também esteve na Avenida Paulista no domingo passado, ao lado de Bolsonaro no principal carro de som do evento. Porém, alguns governadores que transitam no mesmo espectro político do ex-presidente evitaram o evento.

Para Antonio Lavareda, cientista político do Ipespe, as ausências do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), e do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), são uma evidência de que eles procuram manter uma distância do bolsonarismo neste momento.

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