Mais lidas

    Política

    Política

    'Não houve precipitação da Saúde em comprar vacina da Índia', diz Barra Torres

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 11.05.2021, 12:18:00 Editado em 11.05.2021, 12:22:31
    Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

    Em depoimento à CPI da Covid, o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, afirmou que a negativa do órgão em relação imunizante indiano da Bharat Biotech, a vacina Covaxin, se deu pela falta de um relatório técnico que aponte a qualidade de segurança e eficácia do produto. Segundo ele, pode haver nos próximos dias a submissão de um novo pedido de importação à Anvisa em relação ao imunizante, diante da "tradição" da Índia em "responder rápido" a apontamentos feitos pela Anvisa.

    Questionado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), se houve precipitação por parte do governo federal em comprar o imunizante sem o aval prévio da Anvisa, Barra Torres respondeu que não. "Não houve, porque o processo ainda pode ser aproveitado, então entendo que não houve", disse o presidente da Anvisa.

    "(O relatório) comprova essa da qualidade de segurança e eficácia através da publicidade que dá aos métodos pelos quais se chegou naqueles índices. Então, esse é um documento condicionante, sem ele não é possível autorizar a importação excepcional, então, no caso da importação, esse foi o motivo", explicou Barra Torres sobre o relatório cobrado pela Anvisa.

    "A Índia tem uma tradição de responder rápido a esses apontamentos, e o Ministério da Saúde tem feitos reuniões com a Anvisa a respeito desse novo pedido de importação, o que aliás é feito em qualquer análise vacinal. São reuniões prévias justamente para que essas discrepâncias sejam sanadas através de documentos que chegam, e acreditamos que nos próximos dias poderá haver uma submissão de um novo pedido por parte do ministério", disse Barra Torres.

    Insumos

    No depoimento, o presidente da Anvisa criticou a concentração da produção de insumos essenciais para medicamentos e imunizantes em países específicos. Segundo ele, tornar o Brasil, "amanhã ou depois", autossuficiente na fabricação desses produtos "será um fator de força e soberania nacional com certeza".

    "Entendo que a produção de insumos essenciais, e aí amplio esse conceito para qualquer campo da atividade humana, se deu por comprovado com o advento da pandemia, que é estratégico, é soberano, e é essencial. A opinião que tenho é que, ao longo de décadas, e décadas de capitalismo, que classifico como selvagem, que visava o lucro exclusivamente da empresa, mão de obra barata e atratividade fiscal, fábricas e mais fábricas foram colocadas em países onde havia atratividade fiscal, mão de obra mais barata, fartura de insumos", afirmou Barra Torres.

    Gostou desta matéria? Compartilhe!

    Mais matérias de Política

    Deixe seu comentário sobre: "'Não houve precipitação da Saúde em comprar vacina da Índia', diz Barra Torres"

    O portal TNOnline.com.br não se responsabiliza pelos comentários, opiniões, depoimentos, mensagens ou qualquer outro tipo de conteúdo. Seu comentário passará por um filtro de moderação. O portal TNOnline.com.br não se obriga a publicar caso não esteja de acordo com a política de privacidade do site. Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.