Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Política
publicidade
POLÍTICA

Na TV, Ruas contrapõe 'Rio real' a cartão-postal; Paes aposta em experiência no Rio

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Segurança pública foi um dos principais temas da estreia da propaganda eleitoral para o governo do Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 28, mas Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) escolheram caminhos distintos para apresentar suas candidaturas. Ruas buscou nacionalizar a disputa, explorou sua trajetória na polícia e vinculou visualmente sua campanha ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Paes deixou a disputa nacional fora de sua peça e apostou na experiência à frente da Prefeitura do Rio para se vender como gestor capaz de repetir no Estado resultados que atribui à administração da capital.

A diferença ficou explícita na edição da propaganda de Ruas. Ao apresentar o que chamou de "turma da velha política", a campanha colocou em uma tela vermelha uma fotografia antiga, em preto e branco, de Paes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na sequência, ao falar do grupo que representa sua candidatura, a peça mudou para o verde e exibiu Ruas ao lado de Jair e Flávio Bolsonaro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Paes, por outro lado, concentrou sua propaganda na comparação entre os problemas do Estado e realizações de suas administrações municipais. Prefeito do Rio em quatro mandatos, por pouco mais de 13 anos no total, ele deixou o cargo em 20 de março deste ano para disputar o governo estadual.

Ruas contrapõe 'Rio real' a cartão-postal e nacionaliza disputa

Douglas Ruas abriu sua propaganda dizendo que o Estado convive com "dois rios": um associado às praias, à orla e ao turismo e outro formado pela Baixada Fluminense, São Gonçalo, zonas Norte e Oeste e cidades do interior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Quem mora aqui sabe, existem dois rios. O Rio do cartão-postal, da orla, da praia, do turista, da vida bacana. E tem o nosso, o Rio real", afirmou.

A escolha do "cartão-postal" também funciona como contraponto a uma imagem recorrente na comunicação política de Paes em campanhas anteriores. Ruas tentou deslocar o foco para regiões que, segundo sua narrativa, trabalham, pagam impostos e recebem menos serviços públicos.

A partir daí, o candidato transformou a própria biografia em argumento eleitoral. Disse ter crescido em São Gonçalo e associou sua decisão de entrar para a polícia à experiência com a violência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Aí a alegria virou medo. E a gente começou a correr. Correr de casa pro ônibus, correr pro posto, pra escola, correr pra escapar dos tiros. Mas não adianta correr, porque o medo sempre corre mais rápido", declarou.

Ruas afirmou que a passagem pela polícia lhe ensinou que a insegurança é "a maior ferida do Rio", mas procurou ampliar a mensagem para saúde, transporte e educação. Citou ainda sua formação em direito, especialização em gestão pública, passagem pela Prefeitura de São Gonçalo e afirmou ter contribuído para levar obras a mais de 70 municípios.

Foi na reta final que a campanha explicitou a nacionalização da disputa. "Para mim, essa eleição não é entre dois nomes, é entre dois rios e duas gerações. De um lado, a turma dos meus adversários, que há 30 anos se revezam no poder. Do outro estamos nós", disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto Ruas fazia a comparação, a propaganda contrapôs visualmente Paes e Lula, em uma imagem antiga e em preto e branco, a uma fotografia colorida do candidato do PL ao lado de Jair e Flávio Bolsonaro.

Paes usa prefeitura como vitrine e evita disputa nacional

Paes seguiu estratégia diferente. Sua propaganda não fez referência a Lula, Flávio Bolsonaro ou à disputa presidencial e concentrou a mensagem na situação do próprio Estado e na experiência do candidato à frente da capital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A abertura adotou tom negativo, com uma montagem de trechos de reportagens e noticiários sobre violência, investigações e problemas enfrentados pelo Rio. A peça também recorreu a recursos de inteligência artificial em sua construção visual.

Depois da sequência, Paes classificou o cenário estadual como crítico e tentou estabelecer uma oposição entre os governos anteriores e aquilo que apresenta como sua capacidade de entrega.

"O Estado do Rio vive o pior momento da sua história. São tempos sombrios. O medo e a violência tomaram conta das nossas cidades. E toda eleição para governador é a mesma ladainha de sempre. Prometem muito e não entregam nada", afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A propaganda mudou então de tom e passou a exibir referências a iniciativas das administrações de Paes na capital, nas áreas de educação, saúde e segurança municipal. A Prefeitura do Rio virou, assim, a principal vitrine utilizada pelo candidato para justificar sua tentativa de chegar ao Palácio Guanabara.

Paes também citou as viagens realizadas aos 92 municípios fluminenses nos últimos meses e afirmou que elas reforçaram sua avaliação de que falta ao Estado um governo capaz de transformar suas potencialidades em resultados.

A segurança também teve peso central. O candidato prometeu comandar a polícia "com autoridade" e combater o crime "com firmeza e com planejamento", além de defender ações nas áreas de saúde, educação profissionalizante, emprego, renda e transporte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Ao longo de toda a minha trajetória, o que eu mais ouvi foi que não seria possível fazer tudo que a gente fez. Não foi fácil. Leva tempo. Mas não existe impossível quando se tem a certeza de uma missão, de um propósito", disse.

Garotinho fica fora do horário eleitoral

Anthony Garotinho (Republicanos) não participou da estreia após ser impedido de utilizar o horário eleitoral gratuito por decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Por unanimidade, a Corte decidiu nesta quinta-feira, 27, também proibir o ex-governador de acessar recursos públicos de campanha, incluindo o Fundo Partidário e o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV