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    Na Câmara, Heleno defendeu punição a militar que participa de ato político

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 28.05.2021, 16:08:00 Editado em 28.05.2021, 16:15:26
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    Atenção senhor (a) editor (a): matéria exclusiva publicada no Portal do Estadão em 24/5/2021

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    Quatro dias antes de o general Eduardo Pazuello participar de um ato ao lado do presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, defendeu punição para integrantes das Forças Armadas que forem a manifestações políticas.

    Em audiência na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, Heleno afirmou que não vê problema em militares da reserva participarem de atos políticos. No entanto, no caso de integrantes da ativa - como é o caso de Pazuello -, defendeu punições.

    "Presença de militares nas manifestações. É preciso entender qual é essa participação. Os militares da reserva podem participar de manifestações políticas. Militares da ativa não podem e serão devidamente punidos se aparecerem em manifestações políticas, não tenho dúvida disso, isso é muito claro", declarou Heleno na quarta-feira, 19.

    O Exército deve avaliar nesta segunda-feira se aplicará alguma punição ao ex-ministro da Saúde, que é militar da ativa das Forças Armadas. Antes, Pazuello vai se reunir com o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira.

    O ministro do GSI havia sido convocado à comissão para prestar esclarecimentos sobre a disseminação de notícias falsas a respeito da pandemia por Bolsonaro. O requerimento da convocação era de autoria do deputado Kim Kataguiri (DEM-SP).

    "Participar sendo militar da reserva, pode participar de qualquer lado, é uma democracia, pode participar de qualquer lado, não tem restrição nenhuma, isso não deve ser considerado", comentou Heleno.

    O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, fez críticas nesta segunda-feira, 24, ao comportamento do general Eduardo Pazuello, que participou de ato bolsonarista ontem. Segundo o vice, o ex-ministro da Saúde "entendeu que cometeu um erro".

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