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'Muitos veem a democracia como um defeito', diz Pacheco

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse nesta terça-feira, 5, que a democracia é vista como um defeito por muitos brasileiros e que os atos golpistas em Brasília foram "um sinal de alerta". "Muitos, lamentavelmente, ainda veem a democracia

Gabriel Hirabahasi e Juliano Galisi (via Agência Estado)

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Escrito por Gabriel Hirabahasi e Juliano Galisi (via Agência Estado)
Publicado em 06.03.2024, 08:29:00 Editado em 06.03.2024, 08:35:03
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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse nesta terça-feira, 5, que a democracia é vista como um defeito por muitos brasileiros e que os atos golpistas em Brasília foram "um sinal de alerta". "Muitos, lamentavelmente, ainda veem a democracia como um defeito no nosso país. No dia 8 de janeiro tivemos a mais dura aula na escola da democracia desde a Constituição de 1988", afirmou Pacheco durante a cerimônia de entrega de medalhas comemorativas dos 200 anos do Senado.

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O parlamentar também comparou a democracia com uma vacina. "Pensávamos que a nossa sociedade havia sido vacinada contra o vírus do autoritarismo. Mas, assim como nas vacinas, o antígeno da democracia precisa sempre estar sendo renovado", declarou ele no evento, realizado no Salão Negro do Congresso. A solenidade contou com a presença de diversos parlamentares e ex-presidentes do Senado.

As declarações do presidente do Congresso ocorrem no momento em que investigação da Polícia Federal sobre suspeita de uma tentativa de golpe de Estado avança sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e militares aliados do ex-chefe do Executivo federal.

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Ato

Nesta segunda, 4, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também falou sobre o assunto. Segundo o petista, o ato convocado por Bolsonaro, na Avenida Paulista, no dia 25 de fevereiro, mostrou que seu antecessor teme sanções na Justiça a partir do inquérito que apura tentativa de ruptura institucional após a eleição de 2022.

"A verdade nua e crua é que esse cidadão tentou dar um golpe neste país", disse Lula durante discurso de abertura na 4.ª Conferência Nacional de Cultura, em Brasília.

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Bolsonaro chamou o ato na Paulista após a deflagração da Operação Tempus Veritatis, da PF, que mira "organização criminosa" suspeita de agir contra o estado democrático de direito. Ele teve o passaporte apreendido e ex-ministros militares foram alvo de buscas. Lula declarou que o ex-presidente "sabe que fez burrice" e, por isso, mobilizou apoiadores para a manifestação na capital paulista.

Na segunda-feira, o advogado de Bolsonaro, Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo, rebateu as declarações do presidente. "Quanto mais o Lula fala do presidente Jair Bolsonaro, mais eu constato que estamos no caminho correto. O desespero transborda", disse ele no X (antigo Twitter).

As informações são do jornalO Estado de S. Paulo.

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