Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Metade dos acessos ao programa de espionagem da Abin ocorreu nas eleições 2020

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Peça central das investigações sobre a Agência Brasileira de Inteligência 'paralela' no governo Jair Bolsonaro, o programa espião First Mile foi usado 60.734 vezes nos primeiros anos da gestão do ex-diretor-geral do órgão, delegado federal Alexandre Ramagem - hoje deputado federal pelo Rio -, com a geração de dados sobre 21.309 geolocalizações de dispositivos móveis de alvos da arapongagem investigada na Operação Vigilância Aproximada.

Metade dos acessos à plataforma - 30.344 - ocorreu durante as eleições 2020, o que foi apontado pela PF como uma 'discrepância na distribuição das consultas'. No mesmo período, Ramagem imprimiu uma lista de inquéritos eleitorais conduzidos pela Polícia Federal no Rio - reduto da família Bolsonaro, de quem o ex-chefe da Abin é próximo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Os Bolsonaro negam a existência e relação com a 'Abin paralela'.

As informações sobre a constante visita à máquina de espionagem constam da decisão que abriu a mais recente etapa ostensiva da investigação, a qual fez buscas na casa do vereador no Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho '02' do ex-presidente Jair Bolsonaro e suspeito de integrar o 'núcleo político' da organização criminosa que se teria instalado na Abin.

Os investigadores apuram se o parlamentar estaria entre os 'principais destinatários e beneficiários das informações produzidas ilegalmente' pela contrainteligência clandestina armada no governo Bolsonaro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A lista impressa por Ramagem foi identificada pela Controladoria-Geral da União. O documento apresentava o número do inquérito, nome do investigado, cargo político e partido em 20 de fevereiro de 2020. As informações eram sigilosas e vinculadas à Delegacia de Assuntos Institucionais (Delinst), unidade responsável pelas apurações eleitorais na Superintendência Regional da PF no Rio.

Segundo a PF, a lista teria sido impressa 'possivelmente para entregar aos destinatários do núcleo político' sob suspeita.

Os investigadores apontam que a conduta de Ramagem dá 'concretude à linha de apuração' que aponta a Abin paralela como 'potencialmente, uma das células de organização criminosa de maior amplitude, cuja tarefa primordial era realizar a "contrainteligência" de Estado'.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como mostrou oEstadão, a lista foi citada pelo procurador-geral da República Paulo Gonet para apontar como outros episódios de interferência na Abin ocorreram enquanto Ramagem esteve à frente da agência.

A indicação se deu logo após a citação à principal evidência que colocou a PF no encalço de Carlos Bolsonaro: o fato de ele ter pedido, por meio de sua assessora no gabinete de vereador, à Ramagem 'ajuda' relacionada a um inquérito sobre Bolsonaro e seus três filhos.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline