Política

Líder dos caminhoneiros diz que greve irá ocorrer

O diretor da CNTLL recusou ofertas de Bolsonaro e afirmou que planos de greve no dia 1º de novembro estão mantidos

Da Redação ·
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fonte: Pixabay
Líder dos caminhoneiros diz que greve irá ocorrer

Nesta sexta (22), o diretor da CNTLL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), Carlos Alberto Litti Dahmer, disse em entrevista ao portal UOL que as providências tomadas pelo governo Bolsonaro com relação a greve não estão surtindo efeito.

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De acordo com Carlos Alberto, se algo não for feito, a greve de caminhoneiros do dia 1º de novembro está mantida.

De acordo com o diretor, o anúncio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de oferecer R$ 400 aos caminhoneiros como forma de ajudar o setor em meio a alta dos combustíveis "não é uma boa notícia porque fundamentalmente ele não ataca a causa do problema", mas sim um "efeito colateral".

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"Dar 400 reais de auxílio significa hoje no preço — sem o aumento anunciado pelo presidente que terá — colaborar com o caminhoneiro com 83 litros de combustíveis mensais. Isso é absolutamente nada. Não é aí que tem que atuar, tem que atuar em uma medida que mude a política de paridade com o mercado internacional, a chamada PPI, a paridade do preço internacional, uma vez que todos nós sabemos que o custo de produção da Petrobras aqui no Brasil é o menor custo do mundo para extrair o petróleo", afirmou. O diretor da entidade concordou com a fala do presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão.

O diretor da CNTTL explicou que a greve dos caminhoneiros não é uma pauta política a favor ou contra o governo Bolsonaro, inclusive, para ele, "defender a Petrobras é defender o povo brasileiro". "Fortalecer a indústria de base através do petróleo é fortalecer a cadeia nacional." Dahmer ainda explicou que os caminhoneiros estão trabalhando abaixo do seu custo, sem nenhuma solução, portanto, "não há outra alternativa" se não a greve para cobrar uma "negociação que atenda aos interesses da categoria". Ele definiu a greve como um "último recurso e medida" para a categoria ser ouvida.

As informações são do UOL

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