Política

Jogos de azar: bancada evangélica consegue adiar urgência para projeto na Câmara

Da Redação ·
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A bancada evangélica se disse "terrivelmente contra" e conseguiu adiar a análise do pedido de urgência apresentado na Câmara para o projeto de lei que legaliza os jogos de azar. Lideranças religiosas foram à tribuna da Casa nesta segunda-feira, 13, para criticar a matéria, que prevê a regulamentação de práticas como bingos, cassinos, caça-níqueis e jogo do bicho no País.

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O requerimento para que a matéria fosse analisada com celeridade pelo Plenário da Câmara chegou a entrar na pauta da sessão de segunda-feira, mas foi retirado da ordem do dia pelo vice-presidente da Casa, Marcelo Ramos (PL-AM). O deputado tomou a decisão após a bancada evangélica orientar seus membros a não registrar presença no Plenário, caso a análise do pedido fosse mantida, o que prejudicaria o quórum da sessão.

"Nós da Frente Parlamentar Evangélica somos terrivelmente contra esse PL e vamos obstruir a votação", declarou o líder da bancada no Congresso, deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP). A fala fez referência a uma declaração do presidente Jair Bolsonaro (PL), que indicou o "terrivelmente evangélico" André Mendonça para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça foi aprovado pelo Senado e assumirá o lugar deixado por Marco Aurélio Mello na Corte.

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"Quando se trata de um tema como esse, nós temos que nos unir, porque esse tema traz uma desgraça para as famílias brasileiras", acrescentou o parlamentar. De acordo com ele, os brasileiros não têm "educação" para lidar com jogos de azar. O requerimento pede urgência para a apreciação do texto substitutivo ao Projeto de Lei (PL 442/1991), que foi apresentado em 1991 na Casa, há 30 anos.

O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), futuro presidente da bancada evangélica, também foi à tribuna da Câmara criticar o projeto. O parlamentar fez um apelo ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), para que o requerimento fosse retirado de vez da pauta do Plenário. "Onde vamos conseguir recursos para cuidar daqueles que vão desenvolver compulsão aos jogos?", questionou.

Relator do PL, o deputado Felipe Carreras (PSB-PE) defendeu a matéria. "É importante que se diga, respeitando quem pensa diferente, que no Brasil não é proibido os jogos de apostas. O que há é uma exclusividade dos jogos de apostas através do governo brasileiro, a Caixa Econômica, com Mega-Sena, com raspadinha", disse. Ele argumentou que a regulamentação dos jogos de azar poderia gerar R$ 20 bilhões de arrecadação por ano.