Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Impasse das emendas permite negociação, e recursos têm de ser divididos, diz Lula

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (16) que o atual impasse sobre as emendas - frações do Orçamento que deputados e senadores enviam para obras em suas bases - permitirá um novo acordo. Ele também defendeu que os recursos precisam ser divididos. Lula deu as declarações em entrevista à Rádio Gaúcha.

O petista é crítico do atual volume de emendas desde antes de vencer as eleições de 2022 porque já previa que, caso fosse eleito, teria dificuldades para conseguir apoio no Congresso e para financiar seus planos de governo. Nos últimos dias o tema tomou o noticiário político porque o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino mandou suspender as emendas impositivas. O assunto está em discussão na Corte. Congressistas estão revoltados porque acreditam que o movimento de Dino foi combinado com o Planalto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Eu acho que o impasse que está acontecendo agora é possivelmente o fator que vai permitir a gente fazer uma negociação com o Congresso Nacional e estabelecer uma coisa justa na relação do Congresso com o governo federal", disse Lula.

"O que nós queremos é que as emendas sejam compartilhadas. Uma emenda de R$ 200 milhões tem que ser compartilhada com o governador do Estado. Tem que ser coletiva para toda a bancada, não pode ser individual", declarou ele.

"Hoje metade do Orçamento está na mão do Congresso Nacional. Não tem nenhum país do mundo que tenha essas condições, e os deputados precisam saber disso. Acontece que como o Bolsonaro não governou esse país, o Congresso tomou conta e ficou com metade do Orçamento", declarou o petista. A fala do presidente considera só as despesas que podem ser realocadas no Orçamento, sem os gastos obrigatórios como pagamento de pessoal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele comparou a situação atual com o passado em que as emendas eram liberadas conforme o apoio dos congressistas ao governo. Ele disse que o atual volume desses recursos pode ter deixado congressistas viciados.

"O presidente da República utilizava as emendas como fator de negociação política. O deputado que votava a favor dos projetos do governo tinha direito a uma emenda. Que era coisa de R$ 2 milhões, R$ 3 milhões. Agora, às vezes R$ 50 milhões, R$ 60 milhões, é muito dinheiro para um deputado", disse ele.

O petista disse ser a favor do dispositivo, se usado com transparência. "O que não é correto é o Congresso ter emenda secreta", declarou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Eu penso que nós vamos encontrar uma saída para as coisas voltarem à normalidade. Tanto na relação do Congresso com o governo quanto na relação com o Poder Judiciário", disse Lula.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline