Política

Fundo Eleitoral: "Esse aumento é um escárnio", diz deputado

O Deputado Federal Filipe Barros votou contra o orçamento. O político ainda disse que se dependesse do Paraná, Bolsonaro seria eleito no 1º turno; assista

Da Redação ·
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Se dependesse do Paraná, Bolsonaro venceria no primeiro turno. Foi o que disse o Deputado Federal Filipe Barros, ao comentar sobre as eleições de 2022. O deputado ainda falou que o povo brasileiro não aceitaria voltar à época da roubalheira, sendo assim, Lula não ganharia a disputa presidencial. Ele também criticou a votação da proposta do Orçamento da União para o ano que vem. 

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“Existem institutos que fazem pesquisas que são sérios, porém, outros não. Nós temos o ‘datapovo’, Bolsonaro mobiliza milhares de pessoas por onde vai, Lula esteve no nordeste e não reuniu 10 pessoas. Não acredito na vitória de Lula, o povo brasileiro não aceitaria voltar à época da roubalheira. E com essa possível aliança entre Lula e Alckmin, o povo está vendo aquilo que sempre desconfiamos, que os dois partidos PT e PSDB sempre fizeram parte dos mesmos esquemas. A gestão do Bolsonaro é a melhor dos últimos anos do nosso país, talvez a melhor de todos os anos democráticos desde 88”, disse.

Filipe Barros ainda vai decidir em qual partido deve se filiar e afirmou que permanecerá ao lado de Bolsonaro. “Tenho convite para me filiar ao PL, partido do presidente, e também convite para me filiar ao PP, independentemente da decisão, continuarei ao lado do presidente, são partidos que compõem a base do governo”, explica.

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Para o deputado, o governo Bolsonaro é "nota 10", porém, tem apenas um ponto que precisa melhorar: a comunicação, pois precisa ser mais eficiente.

“É preciso melhorar essa comunicação, fazer com que as informações cheguem ao público, o governo realiza muitas obras, tanta coisa para o Brasil, precisa melhorar isso, chegar no povo, saber das obras, programas dos ministérios, ainda falhamos na comunicação”.

Filipe Barros votou contra a proposta de Orçamento da União para 2022, e chamou o aumento do fundo eleitoral de escárnio. Para o político, o valor de R$ 4,93 bilhões  para custear as campanhas dos candidatos é muito alto. “Não sou contra todo o orçamento, mas votei contra, pois sou contra o aumento eleitoral. Sou contra o fundo, nas minhas campanhas nunca usei fundo eleitoral. Sou favorável ao retorno das doações privadas das empresas e isso não favorece a corrupção, basta existir um sistema que realize a fiscalização. Esse aumento é um escárnio, estamos vivendo um período de pandemia, pós-pandemia, Governo Federal precisou fazer diversos cortes que afetaram até áreas de pesquisa, não faz sentido algum esse valor ser ampliado como foi, por isso votei contra o aumento do fundo eleitoral”, ressalta. 

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O deputado também falou sobre a Anvisa liberar a vacinação para crianças de 5 a 11 anos. “Não podemos fazer das nossas crianças ratos de laboratórios. Estamos fazendo testes em nossas crianças. Considero algo extremamente grave, até a Pfizer admitiu que a vacinação para as crianças está em teste. Eu acredito na liberdade individual, de tomar suas próprias decisões. Deveria ser assim, mas infelizmente o STF em mais uma interferência indevida, praticamente tem obrigado as pessoas a se vacinarem. No dia 4 de janeiro o Ministro da Saúde vai realizar uma audiência pública para debater esse assunto, para ouvir a sociedade e eu estarei lá para defender meu ponto de vista, saúde em primeiro lugar, mas não podemos submeter nossas crianças a um teste”, avalia.

Para as eleições de 2022, o deputado acredita que o Governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, terá que tomar uma decisão, escolher qual candidato à Presidência da República vai apoiar.

“O Governador terá que tomar uma posição, de um lado tem o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que disse que o partido terá um candidato próprio para presidente. Ele também disse que os Estados estão liberados para apoiar quem quiser, então o partido do Governador não estará com Bolsonaro. No Senado tem uma conversa, diz que vai haver um acordo pelo partido do Álvaro Dias, respeito muito ele, mas ele faz parte de um grupo que também não é do Bolsonaro. Bolsonaro já disse que vai lançar um candidato ao Senado em todos os Estados. Então o Governador, que vem fazendo um ótimo trabalho, vai ter que se decidir, se vai apoiar Álvaro Dias e seus candidatos, ou senador do grupo do Bolsonaro, uma decisão que precisará ser tomada”, pontua. 

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Sobre as chances de Sergio Moro ser eleito presidente, Filipe acredita que o ex-juiz não tem a menor chance. “No Paraná, Moro eventualmente pode ter uma votação maior nas grandes cidades, é o Estado dele, mas no interior não tem voto. Moro não faz mais de 5% de votos nas cidades grandes. A maioria das cidades vota em Bolsonaro. No Paraná, o PT tem porcentagem muito baixa. Se dependesse só do Paraná, Bolsonaro venceria no primeiro turno”, finaliza. 

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