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Eleição será decisiva para o 'fortalecimento da democracia' no Brasil, diz Lula a ministros

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou reunião ministerial no final da manhã desta quarta-feira, 3. Ao falar sobre as eleições presidenciais de outubro, o petista disse aos seus ministros que o momento é decisivo para o "fortalecimento da democracia" no Brasil.

"Nós estamos em um momento decisivo para que a sociedade brasileira e, até uma parte da sociedade mundial, reconheça o fortalecimento da democracia no nosso país. A nossa luta para o fortalecimento do multilateralismo, a nossa luta para que esse país não seja tratado, em nenhum momento, como uma republiqueta insignificante", afirmou o presidente.

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Lula também disse aos seus ministros que nenhuma iniciativa do governo deve ser apresentada mais neste ano. A missão dada por ele é entregar todas as ações já idealizadas até o dia 3 de julho, data limite da legislação eleitoral para a inauguração de obras por parte do presidente.

"Ninguém me apresente absolutamente nada novo, agora é entregar o que já foi pensado. Tem muita coisa que vocês já pensaram, muita coisa que eu até pensei que já estava funcionando e algumas ainda não estão funcionando por problemas burocráticos", disse Lula.

O presidente também colocou o prazo de 3 de julho para que os ministros façam as entregas do governo federal que ainda estão por ocorrer. Segundo ele, a mensagem de atuação do governo federal não chega da mesma forma quando o presidente e os ministros não podem mais inaugurar obras ou fazer convênios.

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"Nós temos até o dia 3 de julho para fazermos todas as entregas que nós temos que fazer porque, depois do dia 3 de julho, não podemos fazer mais convênios com prefeituras, não podemos fazer mais convênios com o governo do Estado e não podemos mais inaugurar obras", afirmou.

O presidente também reclamou de ministros que inauguram ações sem contato anterior com a Casa Civil. "Nós precisamos estar informados do que está acontecendo neste país", disse Lula.

As ações judiciais de ministros em tribunais superiores, sem consulta à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Casa Civil, também foram alvo de críticas de Lula. "É importante que a gente não saiba nada pelos jornais, que a gente saiba as coisas pelo compromisso de ser um governo unitário, democrático e progressista", afirmou.

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Lula convocou reunião ministerial nesta quarta para definir como será a estratégia de propaganda do governo federal nos últimos meses de mandato. A ideia do presidente é alinhar a divulgação dos principais programas com potencial eleitoral para a campanha à reeleição, como o Desenrola 2.0 e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.

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