Política

Doria diz ser 'vergonhoso' o jeito como governo conduz o Orçamento

Da Redação ·

Pré-candidato à Presidência, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), avaliou como "vergonhoso" o jeito como o orçamento federal tem sido conduzido no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com o tucano, o Executivo já não tem mais controle sobre o tema. "É curioso hoje a circunstância onde o comando do Orçamento não é do Poder Executivo. Sequer do Poder Legislativo. Esteve hoje aqui o dono do Orçamento do governo Bolsonaro", disse, ao citar a participação do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em evento do BTG Pactual.

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"Ele é quem despacha, ele é quem diz ao ministro se ele vai ter direito ou não. Isso é uma subversão completa da ordem constitucional", criticou o governador paulista.

Terceira via

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Diferentemente do ex-juiz e pré-candidato à presidência, Sérgio Moro (Podemos), que defendeu nesta terça, no mesmo evento, a urgência de unir nomes da chamada terceira via, João Doria afirmou que todos que estão participando da disputa devem manter suas candidaturas.

"Aquelas (candidaturas) que compõem esse centro democrático liberal e social, nós temos que manter até o esgotamento do diálogo pelos líderes partidários", disse Doria, citando os nomes do ex-juiz Sergio Moro (Podemos) e da senadora Simone Tebet (MDB-MS). As declarações foram dadas durante CEO Conference 2022 do BTG Pactual.

O governador declarou, no entanto, que posteriormente haverá convergência em torno de um candidato. "Mais adiante, esses três nomes (Doria, Moro e Simone), juntamente com lideranças partidárias que comandam esses partidos, vão encontrar um ponto em comum para que haja um único nome e esse nome possa enfrentar o populismo da esquerda e da direita", declarou.

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Vice

Questionado durante evento sobre a possibilidade de ter o nome da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) como vice na disputa ao Planalto, Doria afirmou que ainda há "um caminho a percorrer" junto com a parlamentar antes da confirmação de uma chapa.

Nesta terça, em entrevista ao UOL a senadora confirmou que pode compor chapa de Doria. Segundo ela, seu nome foi citado pelo próprio tucano durante uma reunião em São Paulo.

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O Diretório Nacional do Cidadania aprovou no último sábado, 19, a proposta de formar uma federação com o PSDB, uma "fusão" entre as siglas deve durar no mínimo quatro anos. No entanto, a legenda manteve a pré-candidatura do senador Alessandro Vieira (SE) ao Palácio do Planalto.

Os tucanos, por sua vez, também negociam com o MDB e o União Brasil. Essa aliança, segundo o governador, "segue em muito bom tom" e é, ao lado da federação com o Cidadania, "a melhor notícia desse processo eleitoral".

Para Doria, esse movimento de união das siglas é uma sinalização de que pode haver terceira via fortalecida para as eleições deste ano. "Gesto pela democracia", classificou o governador.

'João Carinhoso'

Sobre o tom da sua campanha para 2022, Doria, que em 2018 escolheu o "João Trabalhador" como mote, afirmou que apesar de não ter o tema definido, escolheria "João Carinhoso" para este ano. "Depois de tanto enfrentamento, enfrenta Bolsonaro, enfrenta pandemia, enfrenta negacionismo, ter que fazer quarentena, tomar atitudes que não são simpáticas ... acho que João Carinhoso. João Trabalhador, mas João Carinhoso também", disse o tucano.