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Defesa de Vorcaro entrega nova proposta de delação à PF e à PGR

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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro entregou uma nova proposta de delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR), duas semanas após a primeira tentativa ter sido rejeitada pelos investigadores.

De acordo com fontes que acompanham a negociação, o dono do Banco Master incluiu novos assuntos para tentar convencer os investigadores a assinar o acordo. A nova proposta foi entregue em uma reunião realizada na segunda-feira, 1º, entre os advogados e os investigadores. A informação foi divulgada inicialmente pela TV Globo e confirmada pelo Estadão.

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Como mostrou o Estadão, Vorcaro vinha resistindo a endurecer a proposta de delação e disse aos advogados que fez pagamentos a políticos por sua relação de "amizade" com eles.

Os investigadores ainda veem com ceticismo a tentativa de delação do banqueiro, já que a primeira proposta foi considerada insuficiente e ignorava informações já encontradas no telefone celular de Vorcaro, como os supostos pagamentos de uma mesada de R$ 300 mil ao senador Ciro Nogueira (PP-PI).

O banqueiro também teve vínculos financeiros com os ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.Uma empresa da família de Toffoli vendeu cotas num resort de luxo no interior do Paraná para um fundo ligado ao Master. Já em relação a Moraeshá um contrato de prestação de serviço assinado entre o banco de Vorcaro e a advogada Viviane Barci, mulher do ministro do STF.

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A equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, vinha demonstrando mais disponibilidade para levar a negociação adiante, enquanto a PF firmou uma posição pela rejeição da proposta. Como a PGR deu um prazo para que a proposta fosse complementada, a PF decidiu também analisar essa nova tentativa de delação.

O banqueiro está preso desde o início de março, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça sob suspeita de obstruir as investigações por meio da contratação de influenciadores e de manter uma milícia armada para ameaçar adversários e obter documentos de investigações em curso. No mês passado, o pai dele, Henrique Vorcaro, também foi preso por suspeita de pagamentos aos integrantes dessa milícia.

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