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    De férias em SC, Bolsonaro reúne políticos, empresários e religiosos para jantar

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 22.12.2020, 18:08:00 Editado em 23.12.2020, 13:41:46
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    Em meio à disputa da presidência da Câmara e ainda sem definições claras sobre o início da vacinação contra a covid-19 no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro decidiu se refugiar em uma colônia de férias das Forças Armadas, no Forte Marechal Luz, em São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina, onde está hospedado desde o sábado, 19, com o filho Carlos Bolsonaro e o secretário nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior.

    O presidente tem saído para pescar todas as manhãs e na noite de segunda-feira, 21, ofereceu um jantar para convidados nas instalações do Forte. O evento contou com a presença do empresário Luciano Hang, o apresentador Ratinho, o senador Jorginho Mello (PL), o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício de Oliveira (Podemos) e o pastor Luiz Hermínio, que defende "jejum para acabar com a covid".

    Segundo assessoria de Bolsonaro, o presidente está em uma viagem de descanso, sem agenda oficial e sem assessores. Durante o jantar regado a frutos do mar na brasa, segundo apurou a reportagem, o presidente elogiou a atuação do ministro do STF, Kassio Nunes Marques, que no último dia 15 de dezembro liberou a pesca de arrasto no litoral gaúcho. Proibida desde 2018 por força de uma lei estadual, a pesca no litoral gaúcho é defendida pelo secretário da Pesca, Jorge Seif.

    Mais cedo, Bolsonaro usou o rádio da base naval na Ilha da Paz para comunicar aos pescadores a decisão do ministro do Supremo: "Última ação nossa foi permitir que os pescadores do Paraná e Santa Catarina possam pescar nos mares do Rio Grande do Sul. Conseguimos uma liminar lá do ministro Kassio Nunes revogando uma lei estadual".

    'Vacina não será obrigatória'

    Em conversa com apoiadores, Bolsonaro criticou medida do Supremo que autorizou Estados e municípios a obrigarem a vacinação. "Quem quer tomar vacina toma, quem não quiser não toma. O Supremo deu poder aos governadores e prefeitos, uma medida restritiva, um perigo isso daí. Quem tem que ter poder é o presidente com o Ministério da Saúde. A vacina não será obrigatória".

    O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na semana que Estados e municípios podem decidir sobre a obrigatoriedade da imunização e até mesmo impor restrições para quem se recusar a ser vacinado. A medida, contudo, não significa vacinação à força, sem o consentimento do indivíduo.

    O presidente também voltou a se posicionar contrário ao fechamento de estabelecimentos como medida de prevenção. "Tem gente querendo fechar o comércio no ano-novo. O Brasil não pode se endividar mais, nós nos endividamos em mais de R$ 700 bilhões e quem vai pagar essa conta é vocês."

    Na manhã desta terça, ao retornar da pescaria com o apresentador Ratinho, Jorge Seif e o ministro das Comunicações, Fabio Faria, Bolsonaro abraçou e tirou fotos com apoiadores, ele e a grande maioria ignoram o uso de máscara, que continua obrigatória em território catarinense.

    O retorno do presidente estava previsto para esta terça, mas fontes que estiveram no Forte com Bolsonaro disseram que o desejo dele é ficar até quarta-feira, 23, antevéspera de Natal.

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