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Datena diz não se arrepender de cadeirada em Marçal, mas promete não repetir ato

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Luiz Datena, afirmou nesta segunda-feira, 23, durante sabatina realizada pelo SP1, da TV Globo, que não se arrepende de ter dado uma cadeirada em Pablo Marçal (PRTB) durante o debate na TV Cultura no dom

Hugo Henud (via Agência Estado)

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Escrito por Hugo Henud (via Agência Estado)
Publicado em 23.09.2024, 15:08:00 Editado em 23.09.2024, 15:14:51
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O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Luiz Datena, afirmou nesta segunda-feira, 23, durante sabatina realizada pelo SP1, da TV Globo, que não se arrepende de ter dado uma cadeirada em Pablo Marçal (PRTB) durante o debate na TV Cultura no domingo, 15. O tucano, no entanto, prometeu não repetir o ato de violência contra o ex-coach, além de negar ter utilizado o episódio para angariar dividendos eleitorais.

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"... Agora, se eu faria de novo, evidente que não faria. Esse sujeito, que foi condenado por um crime qualificado, bandido, que me acusou de inverdade, vai responder no foro adequado, que é onde o bandido tem que responder: na Justiça. Mas eu jamais farei isso de novo ... Se foi utilizado pela campanha, foi mal utilizado, porque eu, em momento algum, fui consultado e não autorizei absolutamente o uso eleitoral disso. Jamais. É uma coisa que não me orgulho de forma alguma e não aconselho ninguém a fazer", disse.

Após o episódio, a campanha de Datena veiculou uma peça de propaganda eleitoral na rádio, onde o candidato justifica a agressão.

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Questionado sobre segurança pública, Datena reafirmou sua intenção de aumentar o efetivo da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que atualmente conta com 7.039 agentes, além de defender o fornecimento de mais armamento para a corporação.

"Depende da necessidade. Esses grupos que vão utilizar fuzis podem ser muitos ou não; depende da necessidade. E a violência é cada vez mais crescente em São Paulo. Quanto à guarda, os pelotões serão equipados de acordo com a necessidade do uso de letalidade em determinados batalhões. Quando for enfrentar o crime organizado e a vítima estiver em risco de morte, então o agente será obrigado a utilizar armas letais - não necessariamente para matar, mas para impedir que as vítimas sejam mortas", explicou.

"Quem vai usar fuzis são batalhões especiais, como tem batalhões especiais da polícia que usam fuzis", completou.

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Datena também defendeu um maior diálogo tanto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), quanto com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para combater o crime organizado na capital paulista.

"Todos os atores têm que participar, senão você nunca vai acabar com a violência. Desde a grande violência gerada pelo tráfico de drogas, que movimenta uma quantia enorme de dinheiro, sendo a principal máfia do país e uma das maiores do mundo, até a violência de rua", afirmou.

Em relação à Cracolândia, o tucano propôs que a prefeitura adote ações humanizadas para tratar os dependentes químicos e se declarou favorável à internação compulsória dos usuários de drogas.

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"A partir do momento em que um cidadão responsável pela saúde determinar que alguém tomado quimicamente pela droga precisa ser tratado, a internação compulsória deve ser realizada. É lei, e isso precisa ser aplicado", pontuou.

Ainda sobre o tema, Datena criticou as medidas adotadas por gestões anteriores na região da Cracolândia, incluindo a instalação de grades para separar o fluxo de usuários. "O dependente químico não pode ser tratado com violência, como está sendo feito, com grades espalhadas pela cidade, jatos d'água para mudar o fluxo, e assim por diante."

Na área da saúde, o tucano afirmou que pretende ampliar o horário de atendimento dos equipamentos públicos e prometeu construir mais hospitais e UPAs nas periferias da cidade. "Se for possível construir mais UPAs, nós vamos construir mais UPAs. Se for possíveis construir hospitais, nós vamos construir."

Sobre mobilidade urbana, Datena criticou a atual tarifa cobrada aos usuários do transporte público e a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O tucano afirmou ainda que irá ampliar os corredores de ônibus na cidade.

"Em primeiro lugar, você não resolve o problema do transporte coletivo com corredores de ônibus. Eu quero criar o que o prefeito prometeu e não conseguiu com 40 km de ônibus, de corredores de ônibus, com semáforos inteligentes e 'no breaks'. Porque o semáforo que não funciona em amarelo intermitente é pior do que ponto de alagamento intransitável."

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