Política

Comissão apura irregularidades no concurso da Guarda Munici

Expectativa é a de que rumos do certame promovido em Apucarana sejam definidos no máximo
até a próxima semana

Da Redação ·
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Mais de 3 mil candidatos se inscreveram para o concurso, que teve prova realizada no dia 15 de maio, e está suspenso
fonte: Da Redação
Mais de 3 mil candidatos se inscreveram para o concurso, que teve prova realizada no dia 15 de maio, e está suspenso

A comissão responsável pelo Concurso Público da Guarda Civil Municipal de Apucarana espera definir o futuro do certame até a próxima semana, quando deve encerrar as investigações sobre as denúncias de possíveis irregularidades.

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As próximas fases do concurso permanecem suspensas, depois que surgiram denúncias dando conta de que teriam ocorrido inscrições indevidas de candidatos ligados ao antigo comandante da Guarda Municipal e então presidente da comissão do concurso, Alessandro Carletti. Ele foi afastado da comissão e, nesta semana, também foi exonerado do cargo de comandante da Guarda e passa a responder a uma sindicância aberta para apurar a conduta.

O certame teve 3.293 candidatos homologados, sendo 630 mulheres e 2.663 homens, que disputam as 25 vagas disponíveis.

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O advogado e servidor público Rubens França, que assumiu a presidência da comissão organizadora do concurso, informou que os quatro membros da comissão já fizeram várias reuniões para apurar as denúncias de irregularidades e espera poder deliberar sobre o caso até o final da próxima semana. A comissão, que conta ainda com a advogada Polyane Denobi, do quadro da Procuradoria Jurídica da Prefeitura, e dos guardas municipais Jeferson Zanon e Claudinei Cândido, já realizou a oitiva de Carletti, que foi denunciado por ter permitido que pessoas ligadas a ele participassem do concurso.

Sem dar detalhes sobre o conteúdo do depoimento, Rubens França informou que a comissão vem realizando outras checagens e ainda não definiu se serão necessários outros depoimentos. “Estamos trabalhando nesse caso, verificando e esperamos definir isso até a semana que vem”, disse.

SINDICÂNCIA

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De outro lado, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Apucarana confirmou nesta quinta-feira que uma comissão de sindicância que vai apurar a conduta do servidor Alessandro Carletti já foi nomeada nesta quarta-feira (25) e iniciou os trabalhos. Seus integrantes não foram revelados.

Uma fonte da Prefeitura confirmou também que três pessoas ligadas a Carletti teriam participado da prova realizada no último dia 15 de maio. Essas pessoas seriam duas mulheres, noiva e cunhada do ex-comandante da Guarda Municipal, e um irmão dele. A participação de familiares de Carletti no certame é vetada pelo edital do próprio concurso e pela Constituição Federal.

O prefeito Júnior da Femac (PSD) exonerou Alessandro Carletti do cargo de comandante da corporação, conforme publicação desta quarta-feira (25), no Diário Oficial. O afastamento dele foi anunciado ainda na quinta-feira da semana passada pela administração municipal, quando também se anunciou a abertura de uma sindicância para apurar a conduta do servidor no concurso público.