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Com redes bloqueadas, Monark diz à PF que manifestou empatia por 'revolta' de golpistas

Com seus perfis nas redes sociais bloqueados por ordem do ministro Alexandre de Moraes, o influenciador Bruno Aiub, o Monark, negou nesta quinta-feira, 29, ter incentivado os atos golpistas de 8 de janeiro. Ele diz que apenas manifestou empatia pelos sent

Pepita Ortega e Fausto Macedo (via Agência Estado)

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Escrito por Pepita Ortega e Fausto Macedo (via Agência Estado)
Publicado em 29.06.2023, 19:45:00 Editado em 29.06.2023, 19:50:20
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Com seus perfis nas redes sociais bloqueados por ordem do ministro Alexandre de Moraes, o influenciador Bruno Aiub, o Monark, negou nesta quinta-feira, 29, ter incentivado os atos golpistas de 8 de janeiro. Ele diz que apenas manifestou empatia pelos sentimentos de revolta que demonstravam os envolvidos na invasão das dependências dos três Poderes.

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O influenciador depôs à Polícia Federal nesta quinta-feira, após ser alvo do bloqueio de suas redes no bojo da investigação sobre o papel de autoridades nas violências de 8 de janeiro. A defesa já recorreu da decisão.

O pivô da medida de Alexandre foi uma entrevista de Monark com o deputado bolsonarista Filipe Barros (PL-PR) no Rumble. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, foram difundidas notícias falsas sobre a integridade das instituições eleitorais.

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"A gente vê o TSE censurando gente, a gente vê o Alexandre de Moraes prendendo pessoas, você vê um monte de coisa acontecendo, e ao mesmo tempo eles impedindo a transparência das urnas?", questiona o influenciador na entrevista. "Qual é o interesse? Manipular as urnas? Manipular as eleições?"

À PF, Monark afirmou que em momento algum, incentivou a manifestação e a depredação no Palácio do Planalto, Congresso e Supremo. Também alegou que não concorda com as atitudes tomadas pelo Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições.

O influenciador depôs por videoconferência para o delegado Iuri de Oliveira, da Coordenação de Inquéritos dos Tribunais Superiores - braço da PF que toca investigações de alçada das Cortes em Brasília.

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Monark foi questionado pela PF se, depois de ter seu perfil bloqueado, criou uma nova conta no Rumble para comentar a atuação do STF ou do TSE. Ele disse que não recebeu nada oficial informando que não poderia mais criar canais e que mesmo que tivesse sido intimado da decisão, não teria cumprido.

Monark também foi perguntado sobre o teor dos comentários contra o TSE. Respondeu que queria fomentar uma maior transparência nas urnas e que desconfia que não houve transparência. "Não tem certeza de que houve fraude, mas como cidadão tem essa desconfiança", registra o termo de depoimento.

Os investigadores então indagaram do influenciador se ele tem consciência de que suas afirmações podem impactar na conduta de seus seguidores. Monark disse que não divulgou informações, apenas manifestou sua opinião e sua linha de raciocínio. Afirmou que suas falas apenas expressam sua opinião e não são vinculadas como qualquer tipo de informação.

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Sobre a entrevista com o deputado Felipe Barros, alegou que, na ocasião, deixou claro que as pessoas que vandalizaram deveriam ser punidas e responsabilizadas por seus atos de depredação dos prédios públicos, como o sr. que quebrou o relógio no Congresso Nacional - em referência ao vândalo que no dia 8 de janeiro espatifou no chão do Palácio do Planalto um presente de Dom João VI.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO JOGE URBANI SALOMÃO, QUE REPRESENTA MONARK

"O Sr. Bruno Monteiro Aiub prestou depoimento à Polícia Federal na presente data, oportunidade em que pôde esclarecer, para além de qualquer dúvida, que não cometeu, não instigou, tampouco incitou, o cometimento de atos antidemocráticos, nem antes, nem durante, nem depois do dia 08 de janeiro.

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