Política

Chapa Lula-Alckmin acena ao centro e apela à união de ‘forças políticas’

Da Redação ·

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez acenos a forças políticas de centro e fez críticas ao governo Jair Bolsonaro, sem citar o atual presidente, durante o lançamento de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, em evento com mais seis partidos, neste sábado, 7, em São Paulo. Com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) como vice, o petista deve disputar a Presidência da República pela sexta vez. Ao destoar das falas de improviso, Lula leu seu discurso, em tom moderado, após uma série de declarações recentes com repercussões negativas.

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"Mais do que um ato político, essa é uma conclamação. Aos homens e às mulheres de todas as gerações, todas as classes, religiões, raças e regiões do País. Para reconquistar a democracia e recuperar a soberania", afirmou o petista, ao acenar para o centro, ainda em busca de uma frente ampla. Nos bastidores do ato, aliados do ex-presidente admitiram que a aliança atual é considerada insuficiente e há a necessidade de se aglutinar mais forças políticas ao centro para se formar, de fato, uma frente ampla. Segundo eles, o evento está longe de ter significância em termos de apoios.

Ao longo de cerca de 45 minutos, Lula fez críticas ao atual custo de vida do brasileiro, lembrou de programas de seu governo (2003-2010) e tratou de riscos do que chamou de "ameaças totalitárias". "O grave momento que o País atravessa, um dos mais graves da nossa história, nos obriga a superar eventuais divergências para construirmos juntos uma via alternativa à incompetência e ao autoritarismo que nos governam", afirmou. "Queremos unir os democratas de todas as origens e matizes. Para enfrentar a ameaça totalitária, o ódio, a violência, a discriminação, a exclusão. Queremos construir um movimento cada vez mais amplo", disse.

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Alckmin, que representa a figura aberta ao diálogo do centro, participou do evento por meio de uma transmissão ao vivo, por vídeo, pouco antes do discurso de Lula. O ex-tucano, que foi adversário e fez crítica a Lula, está com covid e não pode comparecer ao ato do chamado movimento "Vamos Juntos pelo Brasil".

Segundo o petista, o País terá a chance de decidir o que será pelos próximos anos. "O Brasil da democracia ou do autoritarismo? Do conhecimento e tolerância ou do obscurantismo e da violência? Da educação e cultura ou dos revólveres e fuzis?", questionou.

Ao discursar para os aliados no Expo Center Norte, na zona norte da capital paulista, o ex-presidente disse que o Brasil precisa de "calma e tranquilidade". "Chega de ameaças, chega de suspeições absurdas, de chantagens verbais, tensões artificiais", disse. "O país precisa de calma e tranquilidade para trabalhar e vencer as dificuldades atuais. E decidirá livremente, no momento que a lei determina, quem deve governá-lo."

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O petista, que chegou a ser preso e condenado por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato pelos escândalos na Petrobras e teve as ações penais anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), disse que não quer vingança. "Mas não esperem de mim ressentimentos ou desejos de vingança. Não nasci para ter ódio, nem mesmo daqueles que me odeiam", afirmou. Os processos foram invalidados em razão da alegada suspeição do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, o que restabeleceu os direitos políticos de Lula. "Queremos voltar para que ninguém nunca mais ouse desafiar a democracia. E para que o fascismo seja devolvido ao esgoto da história, de onde jamais deveria ter saído."

O ex-governador do Maranhão Flávio Dino (PSB) elogiou o fato de Lula ter lido o discurso e a mensagem passada pelo petista. "Não é um programa de extremismo. É um programa de contraste ao Bolsonaro, no conteúdo e na forma", disse Dino. Para o aliado, o PT tem o desafio de fazer uma campanha sem cair nas "confusões" e "violência" que o bolsonarismo tenta criar. "O maior desafio da campanha eleitoral não é ter maioria de votos, é construir um ambiente que legitime essa maioria", afirmou, ao mencionar os riscos e o ataque de Bolsonaro ao processo eleitoral.

Participação

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Primeiro a discursar, Alckmin afirmou que a aliança com Lula é "um chamado à razão" e chamou "as demais forças políticas" a se juntarem ao projeto com o petista. "Venham se juntar a nós. As próximas eleições guardam uma peculiaridade: será um grande teste para a nossa democracia. Sem Lula, não haverá alternância de poder e, sem alternância de poder, não haverá garantias para nossa democracia", afirmou.

"Lula é a esperança que resta ao Brasil. Não é a primeira, a segunda nem a terceira, é a única via da esperança para o Brasil. Quando a ignorância se une à mentira para demonizar eleições livres, nós não devemos vacilar, o caminho é com Lula", disse o ex-governador.

Participação

Primeiro a discursar, Alckmin afirmou que a aliança com Lula é "um chamado à razão" e chamou "as demais forças políticas" a se juntarem ao projeto com o petista. "Venham se juntar a nós. As próximas eleições guardam uma peculiaridade: será um grande teste para a nossa democracia. Sem Lula, não haverá alternância de poder e, sem alternância de poder, não haverá garantias para nossa democracia", afirmou.

"Lula é a esperança que resta ao Brasil. Não é a primeira, a segunda nem a terceira, é a única via da esperança para o Brasil. Quando a ignorância se une à mentira para demonizar eleições livres, nós não devemos vacilar, o caminho é com Lula", disse o ex-governador.