Política

Bolsonaro: promoveremos um dos maiores leilões do setor aeroportuário

Da Redação ·

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a apostar na desestatização como um aceno a setores do mercado e do eleitorado. Durante seu discurso na solenidade de abertura do ano legislativo, o chefe do Executivo prometeu a realização de leilões do setor aeroportuário.

continua após publicidade

"Promoveremos um dos maiores leilões do setor aeroportuário, abrangendo 16 aeroportos, com destaque para os terminais de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. No setor portuário, teremos as primeiras desestatizações da história, importantíssimo passo para o setor", declarou Bolsonaro em seu discurso. "Nosso País conta com o maior programa de concessões do mundo e alcançamos um volume superior a R$ 800 bilhões em investimentos, o que representa confiança e credibilidade no Brasil", acrescentou.

O setor ferroviário também foi enaltecido pelo presidente, que citou o "ressurgimento" do modal ferroviário na gestão do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que pretende ser candidato ao governo de São Paulo pelo PL.

continua após publicidade

Bolsonaro chamou o Marco Legal das Ferrovias de revolução e prometeu uma viagem de quatro dias de trens pelo Brasil ainda neste ano e estendeu o convite aos parlamentares presentes. Em meio à pandemia, os governistas formaram a maioria dos parlamentares presentes fisicamente no plenário da Câmara

O presidente ainda citou a pandemia de covid-19 e as fortes chuvas dos últimos dias como desafios do País. Ele afirmou que o governo já destinou R$ 2 bilhões para os municípios atingidos pelas enchentes. Ao abrir a sessão, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PDS-MG), pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do novo coronavírus e das chuvas.

"Na estratégia de enfrentamento à covid-19, continuamos fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS) ..., bem como dedicamos esforços para adquirir e produzir as vacinas necessárias para imunizar a população brasileira", seguiu Bolsonaro, sem citar as dificuldades colocadas pelo governo para o início da vacinação no País, como exposto pelas investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid.