Política

Às vésperas de reunião, Bolsonaro questiona eleição nos EUA

Bolsonaro relembrou bom relacionamento que tinha com Trump e criticou Biden por ter, segundo ele, apartado o vínculo entre os dois países

Da Redação ·
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Imagem ilustrativa da notícia Às vésperas de reunião, Bolsonaro questiona eleição nos EUA
fonte: Carolina Antunes/PR

Às vésperas de reunião com Joe Biden, o presidente dos Estados Unidos, Jair Bolsonaro (PL) voltou a levantar dúvidas sobre as eleições norte-americanas. O mandatário brasileiro afirmou que recebeu informações que o deixaram “com o pé atrás”.

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“Olha, quem diz é o povo americano. Não vou entrar em detalhes na soberania de outro país. Agora, o Trump estava muito bem. E muita coisa chegou para a gente, e a gente fica com o pé atrás. A gente não quer que aconteça isso no Brasil. Tem informação dos próprios brasileiros, de que teve gente que votou mais de uma vez”, teorizou o presidente da República, em entrevista ao SBT.

O titular do Palácio do Planalto viaja na quarta-feira (08) para Los Angeles, na Califórnia, onde participa da 9ª Cúpula das Américas. Na quinta (09), está prevista uma reunião bilateral de cerca de 30 minutos com o chefe de Estado americano.

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Apoiador declarado de Donald Trump, Bolsonaro já expressou, durante o pleito americano em 2020, apoio à reeleição do republicano, que disputou a Casa Branca com o democrata Joe Biden. Este último, por sua vez, deu declarações críticas ao atual governo brasileiro, especialmente em questões ambientais.

Insatisfeito com o resultado do pleito, o chefe do Executivo nacional foi o último líder global a parabenizar Biden por sua vitória.

Na entrevista desta terça-feira (07), Bolsonaro ainda lembrou do bom relacionamento que tinha com Trump e criticou Biden por ter, segundo ele, apartado o vínculo entre os dois países. Bolsonaro só decidiu participar da cúpula nos EUA após receber um enviado especial de Biden, que ofereceu uma reunião bilateral às margens do evento.

“Eu não ia ser moldura de retrato para ninguém. Tínhamos um bom relacionamento com o governo anterior, de Donald Trump. Quando Joe Biden assumiu, ele simplesmente congelou esse relacionamento. Não brigamos, continuamos fazendo comércio, etc. Agora, um evento sem o Brasil é bastante esvaziado.”

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