Política

Após encontro de ministro com Fux, Defesa cita 'permanente prontidão' para cumprir Constituição

Da Redação ·

Dois dias depois de o presidente Jair Bolsonaro participar de atos do 1º de Maio, nos quais houve ataques ao Judiciário e ao Congresso, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, disse que as Forças Armadas estão em "permanente estado de prontidão" para o cumprimento de suas missões constitucionais. O recado foi transmitido pelo general em reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, na sede da Corte.

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Nota divulgada pelo Ministério da Defesa informou que o encontro entre Oliveira e Fux discutiu "o respeito às instituições" e também "a colaboração das Forças Armadas para o processo eleitoral".

Horas antes, Fux se reuniu com o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Os dois defenderam as eleições e pregaram a harmonia entre os Poderes. Pacheco classificou os pedidos de intervenção militar e fechamento do STF como "anomalias graves", que exigem respostas "na mesma proporção".

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Os encontros ocorreram num momento de crise com os militares, após declarações do ministro do STF Luís Roberto Barroso sobre tentativas de uso político dos quartéis na disputa eleitoral.

À época, o titular da Defesa chamou a afirmação de Barroso de "irresponsável" e "ofensa grave". A relação se tornou ainda mais conflituosa depois que Bolsonaro propôs que as Forças Armadas fizessem uma apuração paralela dos votos, num embate direto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), não participou da conversa entre Pacheco e Fux hoje, mas disse ser preciso "apaziguar os ânimos" e "aliviar a tensão" institucional. "Nós vamos encontrar, não tenho dúvida, uma saída negociada para aliviar um momento de tensão, de pressão, quase que de um período pré-eleitoral".

Em nota, o STF afirmou que Pacheco e Fux "ressaltaram que as instituições seguirão atuando em prol da inegociável democracia e da higidez do processo eleitoral". O texto também destacou que o ministro da Defesa assegurou a participação dos militares "para que o processo eleitoral transcorra normalmente e sem incidentes".