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Ao lado de Tebet e Marina, Lula diz que não pode 'importunar' Ciro por apoio

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não pode "coagir" ninguém a apoiar sua candidatura ao Planalto durante comício neste sábado, 22, em Ribeirão das Neves (MG). Acompanhado de Simone Tebet (MDB), sua adversária no 1° turno e agora f

Amanda Pupo (via Agência Estado)

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Escrito por Amanda Pupo (via Agência Estado)
Publicado em 22.10.2022, 17:51:00 Editado em 22.10.2022, 17:55:44
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não pode "coagir" ninguém a apoiar sua candidatura ao Planalto durante comício neste sábado, 22, em Ribeirão das Neves (MG). Acompanhado de Simone Tebet (MDB), sua adversária no 1° turno e agora figura constante em seus atos de campanha, o petista afirmou que não iria ficar "importunando" seu ex-ministro e ex-candidato à Presidência, Ciro Gomes (PDT), a manifestar-se publicamente a seu favor.

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"A gente não pode ficar tentando coagir ninguém para vir nos apoiar", disse Lula, durante o evento, lembrando da declaração que Ciro fez, a de que seguiria a decisão do PDT de apoiar a candidatura do petista no segundo turno. O ex-presidente, no entanto, disse desejar que o pedetista tenha "liberdade de decidir como quiser". "Na hora que quiser, não vou ficar importunando", afirmou, ao ser questionado sobre o tema por jornalistas.

Diferentemente de Simone, que declarou apoio a Lula e passou a trabalhar em sua campanha, Ciro apenas informou que seguiria a decisão de seu partido, sem fazer depois qualquer outra manifestação de apoio a Lula neste segundo turno.

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Comentando sobre os apoios conquistados por ele e pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) na segunda fase da campanha, Lula criticou o governador mineiro reeleito Romeu Zema (Novo), que declarou voto e passou a trabalhar para a reeleição do presidente. "Ele passou a ideia para o povo de que não tinha candidato, e depois ele assume o bolsonarismo, o que é uma coisa ruim, negativa", disse o petista, que acrescentou depois "respeitar" Zema.

"Eu estava sabendo que o governador de Minas ia levar Bolsonaro lá (Teófilo Otoni, onde Lula cumpriu agenda ontem). Já tentaram fazer reunião com prefeito que foi fracassada", disse o petista, que tenta estancar a perda de fôlego e conquistar mais votos no Estado, tido como uma peça-chave para as eleições presidenciais. No primeiro turno, Lula recebeu 5,8 milhões de votos dos mineiros, aproximadamente 560 mil a mais do que Bolsonaro.

Em campanha pela não abstenção, Lula disse ainda estar focado para conseguir o voto dos indecisos e daqueles que não votaram no primeiro turno. "Eu, sinceramente, acho que nós, povo brasileiro, as forças políticas que estão comigo, vamos ganhar as eleições porque o povo precisa de democracia. Estamos trabalhando para que pessoas que não foram votar, apareçam para votar (...) Teve lugares no País que 30% das pessoas não foram votar, precisamos tentar convencê-las a votar", declarou.

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Pauta econômica

Lula também fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro durante o evento, a quem classificou como "subordinado" das empresas que importam gasolina no País - o que explicaria a razão de o presidente da República não ter agido antes para baixar o preço dos combustíveis.

"É um cidadão que resolve fazer isso na perspectiva de ganhar as eleições, é porque poderia ter feito antes, não fez porque hoje é subordinado das empresas que importam gasolina no nosso País. São 392 empresas que exportam e importam pagando preço em dólar", disse Lula.

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O petista acrescentou: "No dia 30, o povo vai ter que escolher entre o fascismo e a democracia, entre a barbárie e a democracia, entre a desumanidade e a humanidade. E está chegando o dia de decidir, é preciso ter clareza. Esse cidadão é um destruidor de esperanças e de sonhos. Passou o mandato inteiro aumentando diesel, gasolina, gás, e chegando as eleições, quando começamos a criticar o preço, começou a reduzir".

Ainda na pauta econômica, Lula voltou a falar do seu plano de renegociação de dívidas. Com o "Desenrola Brasil", o ex-presidente pretende, se eleito, criar um fundo público que permita a renegociação de dívidas em condições favoráveis aos consumidores, especialmente de serviços públicos, como energia.

"Vamos negociar tanto com o setor financeiro, como o de varejo. As pessoas não podem ficar com o nome sujo (...) É importante lembrar que faz quatro anos que o salário mínimo não tem aumento real, faz quatro anos que a merenda não tem aumento real, faz quatro anos que as categorias organizadas ganham menos que a inflação", reforçou.

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