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Se STF analisar Constituição, não há o que temer, diz Haddad sobre Lula

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CATIA SEABRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após passar a tarde desta terça-feira (6) ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que o placar do STJ (Superior Tribunal de Justiça) era esperado.

Os cinco ministros da Quinta Turma da corte negaram nesta terça, por unanimidade, habeas corpus preventivo pedido pela defesa do ex-presidente para evitar sua prisão antes de esgotados todos os recursos no caso do tríplex em Guarujá (SP).

Agora, a estratégia petista é pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) para que leve a julgamento um questionamento: se um réu pode ser preso sem que seu caso seja submetido a todas as instâncias.

A torcida do PT é para que o STF não permita a prisão antes que sejam cumpridas todas as etapas.

"Se o Supremo analisar a Constituição, não temos o que temer", disse Haddad na saída do Instituto Lula, onde falou com o ex-presidente.

Aliados de Lula repetiram ao longo do dia o discurso de que o resultado já era previsto. Na avaliação desses petistas, o julgamento possibilitará uma pressão sobre o STF. Essa, dizem, era uma etapa a ser cumprida.

Lula, por sua vez, tentou imprimir ar de normalidade ao dia da votação. Ele almoçou com a filósofa Marcia Tiburi, assinando a ficha de filiação dela ao PT, reuniu-se com dirigentes da CMP (Central de Movimentos Populares) e conversou com Haddad.

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