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Flávio Rocha diz que há vácuo de candidatura liberal

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THAIS BILENKY

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em intensa agenda de viagens pelo país, o empresário Flavio Rocha, dono da Riachuelo, disse que há "um inacreditável vácuo do candidato óbvio liberal na economia conservador nos costumes".

Cotado para disputar ele próprio a Presidência, Rocha disse que faltam apenas 60 milhões de votos para que siga adiante. Mas ressalvou que se houver sinalização ele assumirá um compromisso dessa ordem.

Rocha participou de evento em São Paulo nesta quinta-feira (1º), por onde também passaram o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) e o ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Nelson Jobim.

Ao passo que elogiou a cartilha liberal rezada por Meirelles (PSD) e João Amoêdo (Novo), o empresário criticou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSC).

"Alckmin não encampa o discurso de liberal, nem mostra indignação nenhuma contra a desordem", disse. "Ao Bolsonaro falta coerência. Se diz liberal, mas é um estatizante."

Um dos maiores entusiastas da candidatura presidencial do prefeito João Doria (PSDB), no ano passado, Rocha criticou o tucano.

"João era a grande esperança e foi muito bem no plano econômico. Mas cometeu uma série de erros que começaram a mostrar que ele talvez não fosse o contraponto que buscávamos", disse o empresário, que tem apoio do MBL (Movimento Brasil Livre).

"No plano dos costumes, ele começou a fazer muitas concessões como por a Soninha Francine na prefeitura e um secretário da Educação que compactuava com a ideologia de gênero", afirmou.

JOBIM

Hoje trabalhando no banco BTG Pactual, fundado por André Esteves, Jobim apontou para o "amigo André" na plateia ao criticar o "neotenentismo" do Poder Judiciário.

?"A pior coisa é o sujeito de boa-fé que tem certezas", disse. Esteves, que chegou a ser preso pela Lava Jato, não quis falar com a reportagem.

Após atraso de mais de duas horas, Meirelles reafirmou que ainda não decidiu se será candidato. Disse que a economia brasileira está em recuperação e se contrapôs à proposta de privatização da Petrobras sugerida por Alckmin.

"No devido tempo, acho que dá [para privatizar], mas [deve ser] uma coisa menos política, com participação do público, vendendo mais ações e no fim assegurando uma gestão profissional", disse Meirelles.  

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