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Coronel amigo de Temer quer ser interrogado pela PF por escrito

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REYNALDO TUROLLO JR. E RUBENS VALENTE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A defesa do coronel aposentado João Baptista Lima Filho, amigo de Michel Temer e citado em investigações como operador do presidente, pediu à Polícia Federal para que seu depoimento seja tomado por escrito, sob a justificativa de que sua saúde está frágil.

A PF tenta ouvir o coronel no âmbito de um inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar a edição de um decreto de maio de 2017 que mudou as regras para concessões e arrendamentos em portos. Temer é o principal alvo da investigação.

Desde maio do ano passado Lima Filho, de 74 anos, tem apresentado à PF atestados médicos para justificar sua ausência nos interrogatórios agendados, como a Folha de S.Paulo noticiou no último dia 4. Em 30 de janeiro, o delegado Cleyber Malta Lopes resolveu intimá-lo novamente.

No dia 8, o advogado do coronel, Cristiano Rêgo Benzota de Carvalho, pediu à PF para interrogá-lo por escrito e anexou um novo atestado médico, datado de 26 de janeiro. O delegado indeferiu o pedido "por falta de previsão legal". Não consta dos autos disponíveis no STF nenhuma data para o depoimento.

Segundo a defesa, "constatou-se a involução do quadro renal até então apresentado, tendo sido diagnosticada, no início de dezembro de 2017, a presença de tumor cancerígeno no rim esquerdo, exigindo a realização de cirurgia para retirada total do órgão, em procedimento realizado no dia 15/12/2017, do qual o Sr. João Baptista Lima Filho ainda está em recuperação".

"Paralelamente, o seu quadro neurológico permanece grave, inclusive porque os medicamentos necessários ao tratamento da patologia renal o 'vulnerabilizam quanto ao risco de recorrência de AVC'."

O advogado pediu que, diante do quadro de "excepcionalidade", "que se lhe oportunize, excepcionalmente, apresentar por escrito as respostas aos questionamentos, não obstante a absoluta inexistência de participação ou de qualquer conduta ilícita ou irregular" praticada por Lima Filho.

A oitiva é importante para a PF esclarecer, entre outras coisas, suspeitas sobre papéis apreendidos no ano passado na casa e na empresa do coronel. Um deles, por exemplo, fazia referência a uma obra em um imóvel de uma filha de Temer. A PF também considerou suspeitas mensagens de celular apreendidas envolvendo o coronel.

Em janeiro, Temer respondeu às perguntas da PF por escrito, com autorização do STF. Como presidente da República, ele tem essa prerrogativa legal. Temer negou ter beneficiado empresas do setor portuário e ter recebido qualquer recurso ilícito.

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