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Dirceu se torna réu pela terceira vez na Lava Jato

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GÉSSICA BRANDINO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-ministro José Dirceu se tornou réu pela terceira vez na Operação Lava Jato. O juiz federal Sergio Moro aceitou nesta terça-feira (20) denúncia que investiga a suspeita de corrupção em contratos da Petrobras com as empresas ​Engevix Engenharia e UTC Engenharia.

De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), houve simulação na contratação da empresa Entrelinhas Comunicação Ltda. pela Engevix para efetuar pagamento de R$ 900 mil, em benefício de Dirceu.

A denúncia também aponta suposto pagamento indevido feito pela UTC Engenharia à JD Assessoria, empresa de Dirceu. Segundo a acusação, no período de fevereiro de 2013 a outubro de 2014, aditivos ao contrato de prestação de serviços de assessoria foram utilizados para repassar cerca de R$ 1.536 milhão a Dirceu, sem que houvesse efetiva prestação de serviços.

Segundo a Procuradoria, os pagamentos tanto da Engevix como da UTC eram repasses de acertos de corrupção em contratos das empresas com a Petrobras.

Ao aceitar a denúncia, Moro afirma ainda que em relação aos pagamentos da UTC à JD Assessoria há prova documental de que os pagamentos foram feitos mesmo quando José Dirceu de Oliveira e Silva já estava condenado criminalmente na Ação Penal 470, conhecido como mensalão.

Além de Dirceu, também se tornaram réus o irmão dele Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, o ex-executivo da Engevix Gerson de Melo Almada, e o ex-executivo da UTC Walmir Pinheiro Santana.

Moro não aceito a denúncia contra João Vaccari Neto, por entender que as provas contra ele eram similares às já rejeitadas em julgamento anterior pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

Após aceitar a denúncia, o juiz da Lava Jato suspendeu o processo por um ano para tratar de ações penais de pessoas ainda não julgadas pela Justiça.

Condenado duas vezes pela Lava Jato, Dirceu ficou preso de agosto de 2015 até maio de 2017 e conseguiu o direito de aguardar o recurso em liberdade. Em setembro, o ex-ministro teve a pena aumentada para 30 anos e nove meses de prisão pelo TRF-4, num processo também referente a supeita de pagamento de propina por meio da Engevix.

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