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Política

Alckmin diz não ter pretensão de ser candidato do governo 

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DANIEL CARVALHO E MARINA DIAS

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Ao ver crescer a disposição do presidente Michel Temer em disputar a reeleição, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) disse nesta terça-feira (20) que não tem pretensão de ser o candidato do governo à Presidência da República.

"O PSDB terá candidato a presidente. O PMDB é outro partido. Nós respeitamos. E o presidente tem todo direito de ser candidato. Essa é uma decisão dele, pessoal, e de seu partido", afirmou Alckmin ao chegar ao jantar de posse da nova presidente da FPA (Frente Parlamentar do Agronegócio), Tereza Cristina (DEM-MS).

Questionado se entendia que agora está mais difícil para que ele seja o candidato do governo à Presidência, ele respondeu: "Não tenho essa pretensão."

PRÉVIAS

O governador de São Paulo também minimizou o desgaste do partido com a decisão de se realizar prévias para escolher quem será o candidato a sucedê-lo no Palácio dos Bandeirantes.

O prefeito João Doria, o ex-senador José Aníbal, o secretário estadual Floriano Pesaro e o cientista político Luiz Felipe DAvila disputam a vaga em março.

"Acho que é a maneira mais democrática de escolher candidatos tendo mais de um candidato", disse Alckmin.

GOVERNO TEMER

O governador de São Paulo se mostrou contrário à tentativa de deputados da base do governo de tentar votar trechos da reforma da Previdência por projetos de lei em vez de PEC (proposta de emenda à Constituição).

A Constituição não pode ser emendada enquanto durar a intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro. Além disso, o governo nunca esteve próximo de conseguir os 308 votos necessários para aprovar uma PEC.

"A reforma da Previdência tem que ser por PEC. A única coisa que você pode fazer em termos de projeto de lei é alíquota, é alterar alíquota. O restante tem que ser PEC. Mas eu tenho a impressão de que esse tema passou. Temos agora que ver outro momento", disse o governador.

Alckmin também criticou a proposta inicial do governo adotar mandados de prisão e busca e apreensão coletivos durante a intervenção.

Sob críticas de especialistas, Temer recuou.

"Não tem sentido mandado coletivo. Isso não faz o menor sentido", disse o governador de São Paulo.

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