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Política

MDB decide por candidatura própria ao governo de Minas

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CAROLINA LINHARES

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Entre sorrisos e tapinhas nas costas, deputados do MDB de Minas Gerais posaram para foto com o presidente da sigla, o vice-governador Antônio Andrade, para anunciar um consenso entre os lados antagônicos, mas que não define a posição do partido na eleição deste ano.

Em reunião nesta segunda-feira (19), os membros da sigla decidiram em votação marcar para o dia 1º de maio uma definição sobre lançar candidatura própria ao governo de Minas. A outra opção é manter a coligação com o PT, apoiando a reeleição do governador Fernando Pimentel (PT). Informalmente, porém, os emedebistas já concordaram em ter um nome do partido nas urnas.

"Já ficou pré-definido, digamos assim, que nós teremos candidatura própria. Mas essa prévia [votação em 1º de maio] vai confirmar isso. Precisamos e queremos um nome que de fato seja do partido para disputar o governo de Minas", disse o líder da bancada na Assembleia, deputado estadual Tadeu Leite (MDB).

Possíveis nomes de candidatos, porém, só devem ser formalmente discutidos na convenção do partido, em julho. "Nós não podemos neste momento discutir especificamente nomes, porque quando se coloca um nome específico talvez tenha parte do partido que não concorde", completou.

Enquanto Andrade, que é rompido com Pimentel, sempre defendeu uma candidatura própria e de oposição, um grupo de deputados estaduais e federais, do qual Leite faz parte, pregava a continuidade da aliança com os petistas. Chegaram a recorrer à direção nacional do partido pedindo a manutenção da coligação.

A reunião desta segunda representa uma vitória para cada lado e deixa em aberto as duas possibilidades. Embora a ala favorável ao PT tenha aceitado lançar um nome emedebista, a data escolhida fragiliza a candidatura do deputado federal Rodrigo Pacheco (MDB-MG), apoiado por Andrade.

Pacheco estrutura uma candidatura de oposição e pode deixar o MDB se não tiver garantias de que será escolhido para concorrer. O deputado já recebeu um convite do DEM, por exemplo. Em 1º de maio a janela partidária, período em que políticos trocam de partido para disputar as eleições, já estará encerrada. Assim, se perdesse a indicação no MDB, Pacheco não teria mais como concorrer em outra sigla.

A escolha da data foi vista como uma estratégia dos deputados para forçar a saída de Pacheco e, caso haja de fato a candidatura própria, emplacar nomes que estejam no campo político da situação. São cogitados o deputado federal Leonardo Quintão (MDB-MG), o deputado estadual Adalclever Lopes e o empresário Josué Alencar.

Alencar é filho do vice-presidente José Alencar, morto em 2011, e é considerado o vice-presidente ideal na candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto.

DIVERGÊNCIA

Ainda que o consenso pela candidatura própria afaste o MDB de Pimentel, a manutenção da coligação com os petistas na eleição não foi descartada. "Isso ainda será decidido na convenção", afirmou o deputado Tadeu Leite.

Para Andrade, porém, a mensagem foi outra. "Ficou bem claro que o MDB não caminha mais com Pimentel", disse o vice.

Ele voltou a defender a candidatura de Pacheco e minimizou a escolha da data da prévia em maio, dizendo que a nova votação perdeu o sentido.  "O que eu queria é que o partido tivesse a candidatura própria, e o partido vai ter. A data não interessa. Eu acho que nem tem que ter as prévias no dia 1º de maio. Vou reunir todos o partido e conversar", afirmou.

Ao fim da reunião, as lideranças fizeram questão de exaltar que o racha no partido fora superado.   "É um novo momento no MDB. O partido é isso: briga, briga, briga, mas sempre sai unido", disse Andrade.   "Hoje aqui tivemos representantes de todo o Estado de Minas Gerais. Todos nós estamos imbuídos com o mesmo interesse que é unir o partido e ajudar o Estado", afirmou Leite.

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