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Surpresa seria Huck confirmar candidatura, diz líder do PPS

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JOELMIR TAVARES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Minimizando os efeitos do segundo anúncio de Luciano Huck de que não será candidato à Presidência, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, disse nesta quinta-feira (15) que a decisão do apresentador não o surpreende.

"Ele apenas repetiu o que ele falava. Hora nenhuma ele disse que era candidato. Portanto, não há surpresa nenhuma nisso", disse o deputado federal, que se aproximou do comunicador da TV Globo nos últimos meses.

O PPS era apontado como provável destino de Huck caso fosse se filiar a alguma sigla. Freire disse, em algumas ocasiões, que o partido estaria de portas abertas para o apresentador se ele quisesse ser membro.

"Majoritariamente o partido caminhava, se essa 'hipótese Huck' fosse concreta, para ele", diz o parlamentar. O senador Cristovam Buarque (DF), membro do PPS, se apresentou internamente como pré-candidato ao Planalto e tenta viabilizar sua candidatura.

Segundo o presidente do partido, no entanto, a "hipótese Cristovam" não é consensual e, hoje, o partido tende mais a apoiar o pré-candidato do PSDB, o governador paulista Geraldo Alckmin. Uma decisão final, de acordo com Freire, deve vir após março.

Freire considera que, embora a condenação de Lula (PT) em segunda instância e agora a saída definitiva de Huck ajudem a clarear o cenário da sucessão de Michel Temer, o quadro continua indefinido. "Só Alvaro Dias [Podemos] e Jair Bolsonaro [hoje no PSC] têm candidaturas mais consolidadas."

Novos no clube O PPS assinará na terça-feira (20) uma carta de intenções com o Agora!, movimento que defende a renovação na política e que tem Luciano Huck como um dos membros.

Pelo acordo, o partido se dispõe a abrigar membros do grupo independente que queiram disputar as eleições deste ano. As duas partes devem também discutir programas e contribuições em planos de governo.

O Agora! também negocia parceria semelhantes com outras legendas, como a Rede.

Segundo Freire, seu diálogo nos últimos tempos com Huck girou em torno do movimento e da aliança que agora será oficializada. "A última vez que conversei com ele foi para mandar a minuta da carta", diz o deputado.

Sem vir de uma família política, acredita o parlamentar, disputar uma eleição "é um drama".

"No caso de uma pessoa como Huck, ele tem uma atividade privada exitosa como empresário, além de ser apresentador. Vai sair disso para ir para algo incerto? Isso causa muitas dúvidas. Sair candidato é uma decisão solitária, só dele."




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