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Ex-ministro do STF aceita advogar para Lula

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LETÍCIA CASADO E MARINA DIAS

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O criminalista Sepúlveda Pertence aceitou fazer parte da defesa do ex-presidente Lula. A contratação é um reforço para a atuação da equipe diante dos recursos que tramitam nos tribunais superiores de Brasília.

Desde que Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em 24 de janeiro, aliados e integrantes da cúpula do PT pressionavam por um reforço na defesa do ex-presidente, hoje sob comando do advogado Cristiano Zanin Martins.

O principal argumento era o de que, na fase de recursos na terceira instância, seria necessário um nome mais técnico e com trânsito nos tribunais superiores. Além disso, auxiliares de Lula cobravam por um perfil de menos embate e mais conciliação para defender o petista.

Uma das marcas de Zanin até a condenação do ex-presidente foi a do enfrentamento com o Judiciário, linha seguida por Lula em discursos.

O ex-presidente não quis abrir mão de seu atual advogado, e Zanin e Sepúlveda, que resistia em aceitar o convite, devem trabalhar juntos daqui para a frente.

Segundo a reportagem apurou, os dois advogados acertam os últimos detalhes para o anúncio da nova configuração da equipe. Publicamente, a defesa não confirma a integração de Sepúlveda, ministro do Supremo Tribunal Federal de 1989 a 2007, à banca.

Com a publicação do acórdão dos votos dos juízes do TRF-4 nesta terça-feira (6), a defesa poderá apresentar embargos de declaração ao tribunal até o próximo dia 20.

Já houve recurso da decisão do TRF-4 ao Superior Tribunal de Justiça, onde o habeas corpus foi negado em caráter liminar, mas ainda é possível discutir o caso na corte. A defesa também entrou com pedido de habeas corpus preventivo no STF, encaminhado a Edson Fachin, que tem negado liberdade provisória a condenados na Lava Jato.

Ainda nesta terça, em entrevista à Rádio Jornal de PE, Lula criticou o juiz Sergio Moro, que o condenou na primeira instância, por receber auxílio-moradia -a informação foi revelada pela Folha de S.Paulo. "O povo brasileiro que não tem aumento de salário, por favor, façam como juiz Moro e requeiram auxílio-moradia", afirmou o ex-presidente.




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