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Pesquisa mostra potencial para candidatos governistas, diz Marun

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LUCAS VETTORAZZO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ministro da secretaria de Governo da Presidência, Carlos Marun (MDB-MS), disse que a condenação do ex-presidente Lula em segunda instância e o que ele chamou de enfraquecimento de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) poderá abrir espaço para que três possíveis candidatos governistas disputem simultaneamente a eleições presidenciais deste ano.

Ele se referia especificamente às possíveis candidaturas de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, e Geraldo Alckmin (PSDB-SP), governador de São Paulo.

Os três nomes eram cogitados para serem o candidato governista a sucessão de Michel Temer na presidência. Segundo Marun, antes da condenação de Lula, que esteve sempre a frente das pesquisas eleitorais, e com Maia e Meirelles ainda sem apresentar significativa intenção de votos, a escolha do governo seria pelo nome de Alckmin.

Marun afirmou, contudo, que o cenário mudou e permite que haja uma pulverização de nomes também na ala governista.

Segundo ele, agora os três nomes poderiam disputar sem o risco de um candidato roubar voto do outro e ao fim beneficiar Lula ou Bolsonaro, os líderes das pesquisas.

"As duas candidaturas favoritas estão fragilizadas", disse Marun, em palestra a empresários no Rio.

"Quando havia dois candidatos despontando, que eram o Lula e o Bolsonaro, eu entendia que para sermos fortes e disputarmos o segundo turno, precisaríamos nos unir em torno de um candidato forte. Agora não. Há espaço para mais de uma candidatura do nosso grupo", disse.

O ministro afirmou que "a candidatura do Lula está enterrada", mas reconhece que o nome a ser indicado pelo ex-presidente terá peso na disputa eleitoral.

De acordo com o ministro, Bolsonaro, embora em segundo nas pesquisas de intenção, tem perdido força, justamente pelo surgimento de candidatos mais ao centro.

Na última pesquisa Datafolha, em cenário sem Lula, Bolsonaro seria derrotado por Marina Silva (Rede) no segundo turno.

Marun disse também que o fato de Bolsonaro não ter se colocado abertamente favorável à reforma da previdência causou o afastamento de setores do empresariado de sua candidatura.




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