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Alckmin defende candidatura única para o governo de SP

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GÉSSICA BRANDINO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, declarou nesta segunda-feira (29) ao falar com jornalistas que o ideal é que os partidos da base tenham um candidato único para disputar o Executivo Paulista. "O ideal é ter um candidato só da base. É questão de conversar", disse.

Questionado sobre ter dito à imprensa que o PSDB abriria mão de um candidato próprio no Estado para apoiar a candidatura do vice-governador Márcio França (PSB) e formar uma aliança disputar a Presidência, Alckmin disse que a questão não está fechada e que dependerá da negociação entre as siglas.

O tucano relativizou a declaração do prefeito de São Paulo, João Doria, de que o partido não abriria mão de uma candidatura própria. "É natural que o PSDB, sendo o maior partido e estando a seis gestões à frente do Estado, tenha candidato próprio, mas não dá pra ir para a mesa de negociação com uma pré-condição, porque senão não há diálogo."

Se nenhum dos partidos abrir mão de encabeçar a chapa, segundo Alckmin, haverá mais de um candidato, algo que para o governador não seria o ideal. A decisão final será do diretório estadual do partido. "Se não tiver possibilidade de unir toda a base, não tem problema. Vamos ter um, dois, três palanques", afirmou.

LULA

Sobre a decisão do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) de manter a condenação de Lula no caso do tríplex em Guarujá, Alckmin, que já havia se manifestado nas redes sociais, voltou a elogiar a Justiça.

"Ficou claro que o Poder Judiciário funciona, que temos instituições sólidas. Segundo, que a lei é para todos. Não é possível que alguém do PT ou que seja importante esteja acima da lei".

Para o governador, a definição do ex-presidente ser ou não candidato à Presidência cabe ao PT, mas afirma que o "PSDB estará na disputa seja com Lula ou com outro candidato".

TRANSPARÊNCIA

A fala de Alckmin ocorreu após o governo do Estado assinar convênios de cooperação com o Tribunal de Contas do Estado e outros órgãos para integração do banco de dados, expansão de ouvidorias e do sistema de compras para todas as prefeituras.

O governador afirmou que medida busca dar transparência e gerar economia para os cofres públicos. No ranking da Controladoria-Geral da União que mede o cumprimento da Lei de Acesso à Informação, São Paulo tem pontuação máxima ao lado de outros onze estados.

Em dezembro, a reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que o governador utilizou dados que não estavam acessíveis ao informar economia de R$ 1 bi nos gastos administrativos.

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