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Governo de RR diz ter achado cheque de R$ 500 mil na vice-governadoria

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RUBENS VALENTE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo de Roraima afirmou ter encontrado um cheque de R$ 500 mil em uma sala da vice-governadoria no mesmo dia em que o vice, Paulo César Quartiero (sem partido), anunciou sua renúncia ao cargo. Em nota neste sábado (27), a governadora Suely Campos (PP) afirmou que "há prova irrefutável da negociação e complô" para tirá-la "do cenário das próximas eleições".

De acordo com o governo, o cheque é de um talonário do presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Jalser Renier (SD). Com a renúncia de Quartiero e um eventual impeachment da governadora, Renier se tornaria, segundo o governo estadual, o primeiro na linha sucessória no governo de Roraima. De acordo com o governo, deputados estaduais tramam o impeachment da governadora na Assembleia.

Na sexta-feira (26), "em razão de motivos pessoais", Quartiero comunicou à Assembleia sua renúncia ao cargo.

A secretária de Segurança Pública de Roraima, Giuliana Castro, afirmou à reportagem que além do cheque, que estava em uma mochila, foram encontrados o discurso de renúncia, assinado por Quartiero, e diversas anotações "sobre deputados, senadores" que, segundo ela, "revelam um acerto político".

De acordo com a secretária, os itens foram encontrados porque, logo após o anúncio da renúncia de Quartiero, o governo mandou fazer um levantamento patrimonial na vice-governadoria. Policiais foram deslocados até o prédio. A secretária disse que resolveu acompanhar a vistoria. Ela afirmou que a localização do cheque "foi uma surpresa" e que ele será periciado para confirmar se foi preenchido por Renier. O cheque estava datado para 28 de fevereiro próximo.

PERÍCIA

Em nota, a governadora Suely Campos afirmou que vai pedir auxílio da Polícia Federal para fazer a perícia no material apreendido. A nota diz que "a renúncia de Quartiero deixa o caminho livre para Jalser Renier assumir o governo caso prospere o impeachment que o próprio presidente anunciou na imprensa, três dias antes da renúncia, que seria instaurado contra Suely Campos".

Em nota divulgada pela imprensa de Roraima, Renier afirmou que "refuta as acusações feitas pelo Poder Executivo" e diz que o cheque "foi 'plantado' na vice-governadoria do Estado". O deputado afirmou ainda que "desconhece o referido cheque, cuja conta bancária está sem movimentação e o respectivo talonário está extraviado há anos, e adianta que vai pedir investigação sobre o uso da força policial para uso pessoal da senhora governadora Suely Campos". A nota diz que Suely Campos "se utilizou da máquina pública para promover um clima de terrorismo em Roraima, por conta da renúncia do vice-governador".

Também em nota divulgada pela assessoria jurídica do ex-vice-governador, Quartiero afirmou que na tarde de sexta-feira (26), após ter anunciado sua renúncia em sessão na Assembleia Legislativa, ele se dirigiu ao prédio da vice-governadoria "para entregar as chaves" e lá encontrou "Giuliana Castro, acompanhada de vários policiais e grupos de elite da Polícia Civil e Militar de Roraima, que já haviam arrombado as portas do local e se encontravam em seu interior". Segundo Quartiero, a secretária "não autorizou que o assessor jurídico do ex-vice-governador ou qualquer outro servidor do órgão acompanhasse a suposta operação de busca e apreensão".

Na nota, a defesa de Quartiero não tratou do cheque.

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