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Ex-prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, presta depoimento ao Gaeco

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Ex-prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, presta depoimento ao Gaeco - Foto: Divulgação
Ex-prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, presta depoimento ao Gaeco - Foto: Divulgação

Oex-prefeito de Londrina, no norte do Paraná, Alexandre Kireeff prestou depoimento ao Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta sexta-feira (26). Ele foi ouvido como testemunha na operação Zona Residencial 3. A investigação apura o pagamento de propina a agentes públicos para mudança no zoneamento urbano.

O ex-prefeito disse que ficou decepcionado com os seus dois ex-secretários, Cleuber Moraes (ex-secretário do Meio Ambiente) e Ignes Dequesh (ex-presidente do Ippul), investigados na operação.

“Passei quatro anos na prefeitura e nunca ouvi uma proposta inescrupulosa, não republicana, desonesta ou sugerindo corrupção. Isso gera uma interpretação que gera um desrespeito a minha pessoa”, afirmou.

O depoimento durou cerca de 50 minutos e na saída Kireef comentou que foi questionado sobre um loteamento que pertencia a família dele, situado na zona leste. Essa área fica próxima ao terreno do empresário que denunciou o esquema de corrupção na Câmara de Vereadores e na Prefeitura.

O ex-prefeito disse que em 2012, época da aprovação desse loteamento, não havia necessidade de mudança de zoneamento.

Investigação

Conforme o Gaeco, o serviço envolvia a realização de estudos de Impacto de Vizinhança e também o acompanhamento do projeto no Legislativo.

“Ao longo das investigações descobrimos que o comportamento desse grupo mudou. Antes, os agentes públicos faziam a solicitação de vantagem indevida diretamente aos donos de loteadoras. Depois, eles indicavam um prestador de serviço que solicitava indiretamente a propina”, explicou o delegado do Gaeco, Alan Flore.

Um dos vereadores investigados apresentava o prestador de serviço ao empresário interessado e o convencia a contratar o serviço, ainda segundo o Gaeco.

Em seguida, essa pessoa indicada preparava um orçamento com valores que pudessem ser divididos entre integrantes do grupo criminoso. A investigação indiciou que uma empresa que não fazia parte do esquema cobrava pelo mesmo estudo entre R$ 24 e R$ 27 mil. O prestador de serviço indicado pelos vereadores cobrava aproximadamente R$ 1,6 milhão.

As informações são da RPC

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