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Cúpula petista volta a falar em 'luta nas ruas'

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ANA LUIZA ALBUQUERQUE, ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER E CATIA SEABRA, ENVIADAS ESPECIAIS

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - A cúpula petista voltou a falar sobre "resistência" e "luta nas ruas" dias após a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, declarar que "para prender Lula vai ter que matar gente", e o líder do partido no Senado, Lindbergh Farias, dizer que não é hora para "uma esquerda frouxa".

"Eles mexeram num vespeiro", disse Gleisi na segunda (22), em Porto Alegre, a dois dias do julgamento do petista no TRF-4. "Se eles queriam fazer enfrentamento político, deram a largada."

Para a dirigente partidária, o Brasil está numa "bifurcação histórica". "Ou a gente enfrenta este processo, mostra que vai ter resistência neste país, ou eles vão passar por cima de nós."

Pouco antes, Lindbergh havia dito a estudantes que, se a Justiça mostrou ter lado, era preciso entender que "só a luta institucional não vai nos levar a lugar nenhum".

"Se vocês querem apostar na irresponsabilidade dobrada, se querem colocar o país na instabilidade política, venham porque estamos prontos para lutar nas ruas deste país."

A senadora voltou a criticar a repercussão da declaração que fez sobre ser preciso "matar gente" caso Lula fosse preso.

"Não vi essa indignação com a morte de Cancellier [reitor da Universidade Federal de Santa Catarina que se matou após ser preso e liberado em operação da PF]", disse.

"Daí faço uma fala, que é uma força de expressão, e eles surtam. É absurdo o que estamos vivendo. O que estão fazendo de incitação à violência desde o golpe da Dilma é uma barbaridade. Aí quando queremos levantar o tom da voz nós não podemos?"

Coordenador do MST, João Pedro Stédile saiu em defesa de Gleisi. Segundo ele, a petista foi infeliz ao "entender que poderia existir algum conflito", mas o que importa é "a gente, quando diz bobagem, reconhecer".

Gleisi disse o que disse "no calor dos embates", afirmou Stédile no acampamento da Frente Brasil Popular, com 88 movimentos sociais pró-Lula.

Para ele, foi o prefeito Nelson Marchezan Jr. que "criou uma celeuma" ao pedir o apoio das Forças Armadas para ajudar na segurança.

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