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Ministério Público pede transferência de Cabral para o Paraná

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Ministério Público Federal pediu a transferência do ex-governador Sérgio Cabral (MDB) para o presídio de Pinhais, no Paraná.

De acordo com os procuradores, Cabral é tratado com regalias na cadeia pública de Benfica, zona norte do Rio. Eles citaram dezenas de visitas recebidas pelo político fora do horário estabelecido, além da instalação de um home theater no presídio.

O equipamento foi instalado em outubro e retirado em novembro após a divulgação de que pastores assinaram o recibo de doação a pedido de Cabral. Essa seria a única forma de o aparelho entrar no sistema penitenciário.

No pedido encaminhado na segunda (16) ao judiciário, os integrantes do MP afirmam que o ex-governador "continua liderando uma nefasta e poderosa organização criminosa que ainda se encontra ativa e infiltrada na Administração Pública do Estado do Rio de Janeiro e que exerce influência na Secretaria Estadual de Administração Penitenciária".

Os procuradores também pediram o afastamento do secretário estadual de Administração Penitenciária, Erir Ribeiro Costa Filho, do subsecretário adjunto de gestão operacional da pasta, Sauler Antônio Sakalen, e de outros três diretores do órgão em razão da constatação de tratamento diferenciado e regalias permitidas sem respaldo legal a Cabral. A informação foi antecipada pelo jornal "O Globo".

Em outubro, o juiz Marcelo Bretas, do Rio, havia autorizado a transferência do ex-governador para Mato Grosso do Sul.

Dias depois, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu habeas corpus suspendendo a transferência do político.

Na unidade de Campo Grande estão detidos alguns integrantes do Comando Vermelho no Rio

Bretas pediu a transferência de Cabral após se sentir ameaçado pelo ex-governador durante um depoimento.

Ele mencionou familiares do magistrado quando prestava depoimento na ação penal em que é acusado de comprar R$ 4,5 milhões na H. Stern para lavar dinheiro de propina.

Cabral afirmou que seria "burrice" branquear recursos desta forma porque as peças perdem valor assim que saem das lojas e então mencionou a família do juiz.

"Vossa Excelência tem um relativo conhecimento sobre o assunto porque sua família mexe com bijuterias. Se não me engano, é a maior empresa de bijuteria do Estado", afirmou.

Cabral foi preso em novembro de 2016. Neste período, ele foi condenado a 87 anos de prisão na Operação Lava Jato.

Em dezembro, o ex-governador foi transferido para a sede da Polícia Federal em Curitiba, depois de a Justiça do Rio entender que havia regalias na penitenciária de Bangu -para onde ele foi levado inicialmente.

A defesa de Cabral, porém, conseguiu uma decisão judicial para o político voltar ao Rio.

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Edhucca

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