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Eleições são 'última preocupação', diz Maia

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JAMES CIMINO

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Em visita aos EUA para um encontro com António Guterres, secretário-geral da ONU, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou que seja pré-candidato à Presidência.

Maia disse, em conversa com jornalistas, que, no momento, sua última preocupação são as eleições e que a viagem, agendada havia meses, nada tinha a ver com uma possível campanha para alavancar seu nome ao pleito.

"Eu não estou preocupado com eleição. Se estivesse, estaria ouvindo meus amigos dizendo que eu não deveria manter a votação [da reforma da Previdência]", afirmou.

Ele, no entanto, comentou as eleições -e se disse cético quanto a uma possível vitória do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e defendeu que Lula se candidate e concorra.

"Eu nem acho que ele [Bolsonaro] será o vencedor. Mas irei respeitar, como vou respeitar se o presidente Lula puder disputar a eleição e ganhar, ou o governador Geraldo Alckmin [PSDB]."

Maia disse querer que Lula dispute as eleições porque tem "muita convicção" que ele vai perder. "É importante que ele dispute e que a gente desmonte a tese de que o Lula é imbatível, que o legado dele foi uma maravilha."

Segundo o presidente da Câmara, na hipótese de o petista concorrer, "um, ou dois, ou três candidatos do nosso campo" poderão, ao longo da corrida presidencial, fazer "um enfrentamento" com ele e destacar esse legado "ruim".

O deputado comentou ainda declarações de Bolsonaro sobre gastos com auxílio-moradia -no dia 8, a Folha de S.Paulo revelou que o parlamentar manteve o benefício, apesar de ter imóvel próprio em Brasília. Em entrevista sobre o caso, disse que usava o dinheiro para "comer gente".

Segundo o presidente da Câmara, esse é apenas o "perfil" do colega, que se usa de "frases de impacto e irônicas".

"Minha crítica a ele é em relação ao posicionamento mais extremado, mas eu nunca o vi com atitudes concretas de desrespeito ao uso do dinheiro público", disse.

PREVIDÊNCIA

Rodrigo Maia também minimizou um possível desconforto com Henrique Meirelles. O ministro da Fazenda responsabilizou o Congresso, que ainda não conseguiu aprovar a reforma da Previdência, pelo rebaixamento da nota de crédito da dívida brasileira pela agência S&P.

Nos bastidores, os dois travam uma batalha para tentar se viabilizar como o nome de centro para as eleições.

Maia jogou a culpa do atraso na votação da reforma nas denúncias de corrupção contra o presidente Michel Temer, barradas pela Câmara em agosto e outubro.

"Sobre a reforma da Previdência [e a votação], sempre fui muito realista. O governo sai do fim de 2016 de uma base de 316 deputados e termina 2017, após a segunda denúncia, com 250. É preciso recompor 70, 80 votos."

Maia afirmou ainda que a aprovação da matéria em fevereiro é "viável", mas demandará "diálogo e envolvimento de outros políticos, inclusive governadores" -ele lembrou a situação fiscal delicada de Estados e a necessidade de "reestruturar as contas públicas brasileiras".

Na noite deste domingo (14), o deputado se reuniria com a imprensa americana na residência da Missão do Brasil junto à ONU para falar sobre a conjuntura e a agenda econômica do Brasil. No encontro com António Guterres, Maia disse que irá discutir a preocupação do governo com o fluxo de refugiados venezuelanos para o país.

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